Saúde

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Há 10 meses acamada, jovem sofre com dores no quadril e espera por cirurgia na Santa Casa

Procedimento vinha sendo planejado há meses, mas greve no hospital impediu a realização do procedimento

13/08/2026 às 07:00 | Atualizado 12/08/2026 às 13:48 Dayane Medina
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Acamada há 10 meses e convivendo com dores intensas diariamente no quadril, a técnica de enfermagem Morgana Rodrigues da Cruz, de 34 anos, perdeu uma cirurgia importante que estava sendo planejada há meses por conta da greve dos médicos, na Santa Casa de Campo Grande.

Morgana sofreu um grave acidente de motocicleta em 16 de outubro de 2025, quando seguia para o trabalho na própria Santa Casa. Segundo ela, um motorista dormiu ao volante, invadiu a pista contrária e atingiu a motocicleta dela de frente.

Com o impacto, a técnica de enfermagem ficou em coma, sofreu fraturas no quadril e na perna e teve uma hemorragia grave.

Devido o estado de saúde da mulher na época do acidente, a cirurgia no quadril não pode ser feita pelos riscos. 

“Eu tive hemorragia, perdi meu útero e não dava para fazer a cirurgia do quadril porque eu não aguentava. Eu estava em estado grave”, conta.

Morgana permaneceu internada por cerca de dois meses. Além do fixador utilizado na região do quadril, também precisou usar um equipamento semelhante na perna e só depois da retirada deles pode planejar a cirurgia.

A paciente realizou uma tomografia em 27 de julho e tinha consulta marcada para 6 de agosto.

Segundo Morgana, seria nesse atendimento que o médico avaliaria o exame, solicitaria os materiais necessários e encaminharia sua internação para a cirurgia.

A consulta, no entanto, foi cancelada durante a greve na Santa Casa, interrompendo o andamento que vinha sendo dado ao caso.

A paciente procurou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Coronel Antonino para conseguir um novo encaminhamento a Santa Casa, quando ouviu dos médicos que o caso não era grave.

“Não consigo dormir e choro de dor. Como não é urgente se eu sinto tanta dor?”, questiona.

Morgana afirma que o próprio acompanhamento no ambulatório já vinha sendo intensificado por causa das dores. As consultas, que antes aconteciam em intervalos maiores, teriam passado a ser marcadas a cada 15 dias para acelerar o planejamento da cirurgia.

“Eu precisava de ajuda para essa cirurgia sair, porque eu já não aguento mais tanta dor”, afirma.

A reportagem procurou a Santa Casa para saber qual é a situação atual do atendimento da paciente.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) também foi procurada para esclarecer por que o caso, segundo o relato de Morgana, não foi classificado como urgente no atendimento realizado no Coronel Antonino e aguarda resposta.