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há 2 horas

Fraude na Saúde: prefeito confirma busca e apreensão em casa de servidor em Bela Vista

No entanto, em nota oficial, Município prefere silenciar e aguardas detalhes com MPE-MS

13/08/2026 às 10:38 | Atualizado 13/08/2026 às 10:28 Thiago de Souza
Prefeito nega batida em órgão público - Reprodução BV News - arquivo

Prefeito de Bela Vista, Gabriel Bochia, confirmou, na manhã desta quinta-feira (13), que houve cumprimento de mandado de busca e apreensão em residência de servidor público na cidade. Gaeco, Gecoc e Promotoria de Justiça de Nioaque deflagraram segunda fase da Operação Auditus, que mira fraudes em contratos da saúde pública em outras quatro cidades. 

O gestor, por volta das 8h15 informou não ter conhecimento de qualquer investida policial na cidade. Meia hora depois disse já ter conhecimento sobre buscas na casa de um servidor público e desconhecia sobre prisões. 
Boccia prometeu nota de esclarecimento sobre o caso, ainda na manhã desta quinta-feira. 

Já em nota oficial, a prefeitura diz que ainda não vai se manifestar sobre o fato, em razão da operação ainda estar em andamento e não ter sido informada sobre detalhes. Também que a administração está à disposição para eventuais esclarecimentos aos órgãos competentes. 

Segunda fase

Na primeira fase, em julho de 2025, a investigação encontrou indícios de contratação de uma empresa de serviços médicos, que recebia valores, mas não promovia todos os exames e consultas, inclusive o teste da orelhinha, em bebês. À época, o prejuízo aos cofres públicos era estimado em R$ 3 milhões. 

A apuração avançou com os elementos colhidos na primeira fase e foi constatada que a fraude se expandiu para diversos setores. O grupo suspeito foi classificado como ''estruturado, voltado ao direcionamento de contratações, ao pagamento por serviços médicos não realizados e ao desvio de recursos públicos, tudo mediante o sistemático pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos''. 

Também foi calculado, pelo MPE-MS, que houve aumento em gastos com determinados serviços médicos na ordem de 1.713% dos exames e consultas pagos pelo Município foram simulados pelo grupo criminoso, composto por agentes públicos e privados, mediante a falsificação de documentos.