Polícia

há 2 horas

Operação 'Auditus': como funcionava esquema de falsas consultas em Nioaque

Fraude causou prejuízo de mais de R$ 4 milhões na cidade; cinco pessoas foram presas

13/08/2026 às 11:12 | Atualizado 13/08/2026 às 10:44 Brenda Souza
Gecoc dá batida em Jardim - Repórter Top

Um esquema de fraude em serviços médicos, investigado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) funcionava por meio da simulação de consultas, exames e procedimentos que não eram realizados. A apuração aponta ainda para o uso de documentos falsificados, direcionamento de contratos e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

O caso é investigado na Operação “Auditus”, que teve a segunda fase deflagrada nesta quinta-feira (13), com cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna.

Segundo o MPMS, o esquema começou a ser identificado a partir de suspeitas de fraudes em licitações realizadas pela Prefeitura de Nioaque para contratar uma empresa responsável por serviços de especialidades médicas.

Como o esquema funcionava

De acordo com a investigação, o grupo teria utilizado os contratos públicos para registrar e receber por serviços médicos que não haviam sido efetivamente prestados.

A fraude envolveria diferentes etapas:

Conforme o MPMS, a fraude começou com a simulação de exames auditivos e posteriormente teria sido ampliada para outros tipos de exames, consultas e procedimentos médicos.

83% dos exames pagos seriam falsos

A dimensão do esquema chamou a atenção dos investigadores. Conforme o MPMS, 83% dos exames e consultas pagos pelo Município de Nioaque entre 2022 e 2025 teriam sido simulados.

No mesmo período, os gastos públicos com os serviços médicos investigados aumentaram 1.713%. A estimativa do Ministério Público é de que o esquema tenha provocado um prejuízo superior a R$ 4 milhões aos cofres públicos.

O nome da operação faz referência à palavra latina “Auditus”, que significa “audição”.