Caso Ayla

há 2 horas

História sobre facção foi criada por sequestradora para intimidar meninas após sequestro de Ayla

Mulher inventou história para impedir meninas de chamarem a polícia

14/08/2026 às 11:30 | Atualizado 14/08/2026 às 10:34 Dayane Medina
Gabriel do Carmo/Rede social

A história de que integrantes de uma facção criminosa estariam envolvidos no sequestro da bebê Ayla Emanuelly Pereira de Souza foi inventada pela própria sequestradora, Suzilaine da Graça Costa, para assustar as adolescentes e impedir que elas procurassem a polícia, em Campo Grande.

Segundo a delegada, Anne Karine, a versão sobre supostos faccionados foi apresentada exclusivamente pela mulher investigada pelo crime e não encontrou respaldo durante as apurações.

“A mulher é a única que apresentou essa versão de faccionados, para passar isso às adolescentes, colocar medo nelas e fazer com que tivessem medo de chamar a polícia”, explicou Anne Karine.

A Polícia Civil também descartou outras versões que surgiram durante a investigação, como a participação de uma suposta mulher loira no crime e a possibilidade de a mãe de Ayla ter vendido ou entregue voluntariamente a filha.

Conforme a delegada, todas essas hipóteses foram verificadas pelos investigadores para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e confirmar que a recém-nascida havia sido sequestrada.

Ayla foi levada de Campo Grande para o Paraguai após o crime. Durante a fuga, segundo a investigação, a bebê teve as roupas trocadas por peças de menino e foi colocada em um bebê-conforto também masculino, enquanto as adolescentes foram deixadas em uma região de mata.

A criança foi posteriormente localizada com a sequestradora e o marido dela em Pedro Juan Caballero, após trabalho conjunto entre as polícias brasileira e paraguaia.