há 2 horas
Sequestro de Ayla não tem relação com tráfico de bebês, aponta investigação (vídeo)
Delegada alertou mães a terem cautela com excesso de benefícios
A investigação sobre o sequestro da bebê Ayla Emanuelly, em Campo Grande, não identificou outros casos semelhantes ligados à mulher apontada como autora do crime. A informação foi repassada pela delegada Anne Karine, da Depca, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (14).
Segundo a delegada, nenhuma outra vítima procurou a polícia para relatar situação parecida envolvendo a investigada. As apurações também indicam que o sequestro de Ayla foi planejado e antecedido por uma aproximação gradual com a família.
A suspeita teria conquistado a confiança da mãe adolescente com doações de roupas, promessas de fotografias e ofertas de ajuda. Em outro momento, ofereceu dinheiro para que a jovem cuidasse de uma criança de seis meses apresentada como sua filha, mas que, conforme a polícia, era na verdade sua neta.
Foi a partir dessa aproximação que o plano avançou. A mãe de Ayla e outra adolescente foram atraídas até um imóvel, onde a bebê acabou sendo levada. Depois, as jovens foram deixadas em uma região de mata, enquanto a criança teve as roupas trocadas por peças de menino antes de ser levada para o Paraguai.
Durante as diligências, a polícia também apurou versões que surgiram após o desaparecimento, entre elas a participação de facção criminosa e a possibilidade de a própria família ter entregue a criança. Essas hipóteses foram descartadas no decorrer da investigação.
Conforme Anne Karine, a história envolvendo faccionados teria sido criada pela sequestradora para intimidar as adolescentes e fazer com que elas tivessem medo de procurar a polícia.
Ayla foi encontrada na madrugada de domingo, 9 de agosto, em uma casa no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero. No local, foram presos os brasileiros Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa.
Após o resgate, Ayla foi encaminhada para atendimento médico em Pedro Juan Caballero. Posteriormente, retornou a Campo Grande e ficou sob acolhimento e acompanhamento dos órgãos de proteção até ser entregues para a família nesta quinta-feira.