há 46 minutos
Alvo de operação, Rafael Razuk seria sócio de empresa de jogos de azar investigada em Campo Grande
Mais de 30 veículos foram apreendidos, avaliados em aproximadamente R$ 10 milhões
Um dos irmãos Razuk investigados na operação deflagrada nesta terça-feira (18), em Campo Grande, Rafael Razuk aparece como sócio-administrador de uma empresa que tem entre as atividades registradas a exploração de jogos de azar e apostas não especificados. A informação foi confirmada inicialmente pelo delegado Pedro Cunha, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC).
Eduardo e Rafael Razuk foram presos durante a operação, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias. Segundo o delegado, mais de 30 veículos foram apreendidos, avaliados em aproximadamente R$ 10 milhões.
A investigação busca justamente esclarecer se a movimentação de dinheiro relacionada às atividades dos irmãos, incluindo as rifas e sorteios de carros promovidos nas redes sociais, pode ter sido utilizada para movimentar ou ocultar valores.
De acordo com Pedro Cunha, a empresa ligada a um dos irmãos foi aberta em 2025 e tem, entre as atividades econômicas registradas, a exploração de jogos de azar e apostas não especificados.
A existência da empresa chama atenção porque pode ter conexões entre as atividades empresariais dos investigados e o dinheiro movimentado nas rifas de veículos.
Eduardo Razuk ficou conhecido nas redes sociais justamente por produzir conteúdo sobre carros de luxo e promover sorteios de veículos.
Durante a operação, mais de 30 veículos foram apreendidos e encaminhados para o pátio da Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos). Juntos, os automóveis são avaliados em cerca de R$ 10 milhões.
Entre os veículos estão uma BMW avaliada em aproximadamente R$ 1 milhão, um Volkswagen Arteon, estimado em R$ 900 mil, uma Kombi de colecionador avaliada em cerca de R$ 300 mil, além de uma Ford Ranger e um Mini Cooper.
Um dos principais alvos da operação foi um galpão na região da Vila Morumbi, onde estavam vários dos veículos.
Além de Campo Grande, mandados também foram cumpridos em Dourados.