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Sem poder trabalhar, mãe pega quatro ônibus por dia para cuidar do filho internado em Campo Grande
Valmir Rodrigo da Silva está internado no Hospital São Julião
Quase três meses após ver o filho Valmir Rodrigo da Silva, de 37 anos, ser internado em estado grave, a diarista Maria Aparecida da Silva, de 63 anos, continua sem conseguir voltar ao trabalho, em Campo Grande. Com o filho transferido para o Hospital São Julião, a idosa pega quatro ônibus e atravessa a cidade para ficar ao lado do filho acamado.
A família já havia sido acompanhada pelo TopMídiaNews quando Valmir permanecia internado no Hospital Universitário. Na ocasião, Maria relatou que deixou de trabalhar para acompanhar o tratamento e chegou a vender uma cama e um armário de cozinha para conseguir dinheiro.
Segundo a mãe, Valmir permaneceu cerca de 42 dias no CTI (Centro de Terapia Intensiva) após ser encontrado desacordado dentro de casa. Ela relata que uma bactéria de origem alimentar teria atingido o cérebro do filho. Durante a internação, ele ainda apresentou outras complicações e foi diagnosticado com tuberculose.
Valmir passou a receber cuidados paliativos e foi transferido para o Hospital São Julião. Como não consegue comer sozinho, o homem precisa que alguém ofereça todas as refeições.
“Ele está conseguindo comer pela boca, tirou a sonda. Só que ele não consegue comer sozinho. A gente tem que oferecer o café da manhã, o almoço e a janta”, conta Maria.
Maria acorda ainda de madrugada e precisa pegar quatro ônibus para chegar ao hospital por volta das 7h40 ou 8h. Ela deixa a unidade perto das 18h e só consegue chegar em casa entre 20h30 e 21h.
“Não tem como eu assumir compromisso com serviço. Eu fico aqui o dia inteiro”, relata.
À noite, Valmir acaba ficando sem a presença da mãe. Maria afirma que não tem condições financeiras de contratar um cuidador e também não consegue permanecer no hospital durante 24 horas seguidas.
Sem trabalhar desde 20 de maio, Maria diz que as doações recebidas desde que a história da família se tornou conhecida foram fundamentais, mas diminuíram com o passar dos meses.
“Já me ajudaram bastante. Quem colaborou, quem ajudou, já ajudou. Só que agora eu estou muito necessitada”, comenta.
Ela relata que, apesar de não estar conseguindo trabalhar, continua tendo despesas com alimentação, transporte, água, luz e internet. A situação da moradia também depende da compreensão do responsável pelo imóvel, que permitiu que ela permanecesse no local enquanto tenta organizar a situação financeira.
A idosa busca um benefício assistencial para Valmir, mas está com dificuldades, porque o filho está acamado e não consegue comparecer presencialmente a uma perícia.
“Ele não anda. Não tem como tirar ele daqui para fazer perícia, e o hospital também não vai autorizar uma saída assim. Estamos tentando resolver, mas está muito difícil”, disse.
Enquanto acompanha a tentativa de reabilitação, a diarista também busca alternativas para conseguir dinheiro. Uma rifa foi organizada com números vendidos a R$ 10, mas Maria ainda não conseguiu concluir as vendas.
“Eu preciso de ajuda porque não tenho emprego, não tenho salário e preciso continuar vindo para cá”, esclarece.
Quem quiser contribuir com Maria Aparecida da Silva pode entrar em contato pelo telefone (67) 98119-7317. As doações também podem ser feitas via Pix pela chave 448.341.791-68, em nome de Maria Aparecida da Silva.