Polícia

há 20 minutos

Suspeito de espancar mulher até a morte em Costa Rica foi denunciado por bater na ex há um ano

Fátima Alves de Matos foi encontrada morta por vizinhos após mais uma briga do casal;

21/08/2026 às 13:00 | Atualizado 21/08/2026 às 10:49 Brenda Souza
Reprodução/MS Todo Dia

Rubens Alves Justino, de 53 anos, que foi preso suspeito de matar a companheira Fátima Alves de Matos, de 54 anos, em Costa Rica, a 330 km de Campo Grande, já havia sido denunciado por violência doméstica por outra mulher cerca de um ano. Em julho de 2025, uma ex-companheira relatou à polícia que era agredida com frequência e que havia levado socos e tapas dele.

Fátima foi encontrada morta na noite de quinta-feira (20), dentro da casa onde morava com o suspeito. Vizinhos relataram ter ouvido uma discussão, gritos, barulhos fortes e batidas no portão antes de a mulher ser encontrada.

Segundo o registro policial de 2025, a outra mulher, então com 50 anos, contou que mantinha um relacionamento com o suspeito havia cerca de 10 anos. Ela afirmou que sofria agressões físicas constantes, mas que nunca havia procurado ajuda por medo e por não ter outro lugar para morar.

No dia 2 de julho daquele ano, segundo o relato, o homem teria dado vários socos e tapas na mulher. Ela apresentava hematomas pelo corpo e foi encaminhada para exame de corpo de delito.

À polícia, a vítima também afirmou que o suspeito consumia muita bebida alcoólica e ficava agressivo. Ela contou que pretendia deixar Costa Rica e voltar para Minas Gerais, com auxílio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) para conseguir a passagem.

Na ocasião, a mulher disse que era agredida sempre quando estava sozinha com o suspeito. Apesar do relato, ela informou que não queria solicitar medidas protetivas naquele momento.

Mulher foi encontrada morta

Na noite de quinta-feira, um vizinho ouviu uma discussão entre Fátima e o suspeito. Segundo o relato registrado pela Polícia Militar, foram ouvidos gritos, fortes barulhos dentro da residência e batidas no portão.

Por volta das 23h, os sons cessaram e o morador não ouviu mais a voz de Fátima. Depois de perceber que o homem havia deixado a residência, decidiu verificar o que havia acontecido.

Ao entrar no imóvel, encontrou Fátima deitada sobre um sofá, já sem sinais de vida. O vizinho procurou o filho da mulher, que foi até a casa e levou a mãe para a Fundação Hospitalar de Costa Rica. Ela chegou à unidade sem sinais vitais.

Segundo a equipe médica, Fátima apresentava diversas marcas e hematomas aparentemente provocados por agressões físicas.

Suspeito negou agressões

Após ser acionada, a Polícia Militar foi até a residência e encontrou o suspeito. Inicialmente, ele afirmou que nada havia acontecido.

Quando os policiais informaram que Fátima havia sido levada ao hospital sem sinais vitais, ele negou as agressões e afirmou que a mulher não estava na residência.

A versão entrou em contradição com o relato do vizinho, que disse ter encontrado Fátima já sem vida dentro da casa.

Diante das informações e da suspeita de feminicídio, o homem recebeu voz de prisão.

Fátima era trabalhadora doméstica, natural de Cassilândia e morava em Costa Rica. Segundo pessoas próximas, ela e o suspeito estavam juntos havia aproximadamente sete meses.

O caso é investigado pela Polícia Civil. A perícia deverá apontar a causa da morte e ajudar a esclarecer a dinâmica das agressões.