há 25 minutos
Morador denuncia humilhação durante atendimento em USF da Vila Sobrinho (vídeo)
Funcionária teria perguntado quanto o homem estaria pagando para exigir ser atendido
José Roberto Oliveira, de 61 anos, denuncia ter sido constrangido durante uma tentativa de atendimento na USF (Unidade de Saúde da Família) Dr. Sumie Ikeda Rodrigues, na Vila Sobrinho. Segundo o morador do Jardim Carioca, ele procurou o posto após sentir uma forte dor na região da virilha, que se estendia para a coxa, e também perceber um caroço no local.
José afirma que procurou a unidade inicialmente para conseguir uma consulta, mas foi informado de que não havia agendamentos disponíveis. Diante da dor, ele aceitou aguardar por um encaixe e permaneceu no posto até ser atendido.
Durante a espera, uma funcionária teria dito que a unidade estava atendendo "até os cachorros que estão aí na rua". José conta que questionou se poderia gravar a declaração e afirmou ter se sentido desrespeitado.
Apesar do episódio, ele conseguiu ser atendido por uma médica, que, segundo seu relato, realizou a avaliação e solicitou exames para investigar a possibilidade de uma hérnia. A profissional também teria orientado que, ao receber os resultados, ele já solicitasse uma nova consulta para avaliação médica.
José realizou a coleta de sangue no dia 6 de agosto e retornou à unidade no dia 12, quando deveria receber os resultados. Ele afirma que tentou agendar a consulta com o médico, conforme havia sido orientado, mas encontrou dificuldades novamente.
O morador relata ainda que passou por outros procedimentos na unidade, como aferição da pressão e registro de peso e altura. Na sequência, foi encaminhado para aguardar atendimento médico.
Segundo José, durante a consulta, o profissional teria questionado o motivo de sua insistência em ser atendido e perguntado quanto ele estaria pagando pela consulta. Ainda segundo José, o homem teria questionado por que ele estaria "exigindo ser consultado pelo médico" e perguntado quanto estaria pagando pelo atendimento.
A equipe do TopMídiaNews entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para ter um posicionamento sobre a situação.