há 36 minutos
Mais de um ano depois, caminhoneiro ainda tenta cirurgia para síndrome rara em MS
Julimar fez exames para cirurgia por duas vezes, mas ainda não passou pelo procedimento
Mais de um ano após falar com a equipe do TopMídiaNews, o caminhoneiro Julimar Pacheco, de 49 anos, luta para conseguir fazer cirurgias como parte do tratamento da síndrome de Fournier, que já o acometeu por duas vezes. O casal, que é de Rio Brilhante, esta em Três Lagoas para que ele possa ser tratado.
Em conversa com Fabiana Cardoso, esposa de Julimar, ela contou que o marido chegou a passar por uma cirurgia, mas infelizmente, o procedimento não removeu uma fístula anal. "Ele foi pra Três Lagoas, operou pra retirada da bolsa, e era pra eles ter feito a cirurgia da fístula, não foi feito. Ele fez todos os exames que precisa pra fazer uma cirurgia: cardíaco, anestesista, tudo que precisa pra fazer uma cirurgia. E não foi feito."
Fabiana conta, ainda, que a bateria de exames foi repetida por duas vezes, posto que têm validade de seis meses, e que até agora, nada de cirurgia.
Enquanto isso, Julimar acaba tendo dificuldades para trabalhar, já que a lesão o impede de se sentar por muito tempo. O receio do casal é que os exames expirem em dezembro, de novo, sem que ele consiga fazer o procedimento.
Para muito além disso, a saúde de Julimar acaba ficando debilitada. "Ele fica direto internado porque dá febre, infeciona, dá infecção no sangue, dá um monte de problema. E ele vem pedindo para muita gente tentar ajudar porque ele precisa dessa cirurgia, faz muito tempo que ele está correndo atrás dessa cirurgia e não consegue."
Diferentemente do ano passado, o apelo agora é por celeridade no tratamento, para que Julimar possa trabalhar normalmente e voltar a ter qualidde de vida. "Graças a Deus, a gente não está pedindo dinheiro nenhum. O que a gente queria mesmo é só que saísse essa cirurgia para ele poder voltar a trabalhar."
Entenda o caso
O caminhoneiro Julimar Pacheco, de 49 anos, enfrenta, pela segunda vez, o tratamento para a Síndrome de Fournier, uma infecção bacteriana grave que afeta os tecidos moles da região íntima masculina.
Apesar de ser uma síndrome rara, Julimar já a conhece bem, pois é a segunda vez que trata o mesmo caso. Ele conta que já havia tratado a doença há algum tempo, mas agora ela voltou e, junto dela, o homem contraiu uma bactéria.
"Fui diagnosticado, pela segunda vez, com a síndrome e acabei contraindo uma bactéria fortíssima e tive que ser internado com urgência, chegando a ficar isolado. Tive que colocar uma bolsa de colostomia e estou em tratamento há cerca de 9 meses", relata.
Julimar, nesse período de segundo tratamento, precisou passar três cirurgias de urgência devido à bactéria ter necrosado partes das nádegas dele. As imagens são fortes e o TopMídiaNews optou por não reproduzi-las na reportagem.
"Mesmo me tratando em casa, devido à bactéria, passei por três cirurgias de retirada de partes necrosadas das nádegas, fico numa situação complicada com a recuperação delicada, além de não poder trabalhar", explica.
O trabalho de Julimar como motorista o exige que fique sentado por muito tempo, o que se torna impossível devido às infecções casadas pela bactéria e também pelas cirurgias que realizou.
A equipe do TopMídiaNews entrou em contato com a assessoria da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e com a Prefeitura de Três Lagoas, mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. Assim, o espaço do TopMídiaNews fica aberto para manifestação dos órgãos competentes sobre o caso.