Interior

há 1 mês

Mais de um ano depois, caminhoneiro ainda tenta cirurgia para síndrome rara em MS

Julimar fez exames para cirurgia por duas vezes, mas ainda não passou pelo procedimento

30/08/2026 às 11:30 | Atualizado 31/08/2026 às 07:32 Méri Oliveira
Em tratamento de síndrome rara, Julimar precisa de celeridade para cirurgia - Repórter Top

Mais de um ano após falar com a equipe do TopMídiaNews, o caminhoneiro Julimar Pacheco, de 49 anos, luta para conseguir fazer cirurgias como parte do tratamento da síndrome de Fournier, que já o acometeu por duas vezes. O casal, que é de Rio Brilhante, esta em Três Lagoas para que ele possa ser tratado.

Em conversa com Fabiana Cardoso, esposa de Julimar, ela contou que o marido chegou a passar por uma cirurgia, mas infelizmente, o procedimento não removeu uma fístula anal. "Ele foi pra Três Lagoas, operou pra retirada da bolsa, e era pra eles ter feito a cirurgia da fístula, não foi feito. Ele fez todos os exames que precisa pra fazer uma cirurgia: cardíaco, anestesista, tudo que precisa pra fazer uma cirurgia. E não foi feito."

Fabiana conta, ainda, que a bateria de exames foi repetida por duas vezes, posto que têm validade de seis meses, e que até agora, nada de cirurgia.

Enquanto isso, Julimar acaba tendo dificuldades para trabalhar, já que a lesão o impede de se sentar por muito tempo. O receio do casal é que os exames expirem em dezembro, de novo, sem que ele consiga fazer o procedimento. 

Para muito além disso, a saúde de Julimar acaba ficando debilitada. "Ele fica direto internado porque dá febre, infeciona, dá infecção no sangue, dá um monte de problema. E ele vem pedindo para muita gente tentar ajudar porque ele precisa dessa cirurgia, faz muito tempo que ele está correndo atrás dessa cirurgia e não consegue."

Diferentemente do ano passado, o apelo agora é por celeridade no tratamento, para que Julimar possa trabalhar normalmente e voltar a ter qualidde de vida. "Graças a Deus, a gente não está pedindo dinheiro nenhum. O que a gente queria mesmo é só que saísse essa cirurgia para ele poder voltar a trabalhar."

Agora, terminada a fase de tratamento em Três Lagoas, o caminhoneiro está em Campo Grande, onde aguarda pela cirurgia.

Entenda o caso

O caminhoneiro Julimar Pacheco, de 49 anos, enfrenta, pela segunda vez, o tratamento para a Síndrome de Fournier, uma infecção bacteriana grave que afeta os tecidos moles da região íntima masculina.

Apesar de ser uma síndrome rara, Julimar já a conhece bem, pois é a segunda vez que trata o mesmo caso. Ele conta que já havia tratado a doença há algum tempo, mas agora ela voltou e, junto dela, o homem contraiu uma bactéria. 

"Fui diagnosticado, pela segunda vez, com a síndrome e acabei contraindo uma bactéria fortíssima e tive que ser internado com urgência, chegando a ficar isolado. Tive que colocar uma bolsa de colostomia e estou em tratamento há cerca de 9 meses", relata. 

Julimar, nesse período de segundo tratamento, precisou passar três cirurgias de urgência devido à bactéria ter necrosado partes das nádegas dele. As imagens são fortes e o TopMídiaNews optou por não reproduzi-las na reportagem.

"Mesmo me tratando em casa, devido à bactéria, passei por três cirurgias de retirada de partes necrosadas das nádegas, fico numa situação complicada com a recuperação delicada, além de não poder trabalhar", explica. 

O trabalho de Julimar como motorista o exige que fique sentado por muito tempo, o que se torna impossível devido às infecções casadas pela bactéria e também pelas cirurgias que realizou. 

A equipe do TopMídiaNews entrou em contato com a assessoria da SES (Secretaria de Estado de Saúde), mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta  Assim, o espaço do TopMídiaNews fica aberto para manifestação dos órgãos competentes sobre o caso.