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Estabelecimento contesta acusação de lanche estragado após homem entrar em coma em Campo Grande
Dono afirma que não há laudo que relacione quadro de saúde ao alimento e diz ter procurado autoridades após repercussão do caso
O proprietário do estabelecimento, apontado pela família como causador de uma grave infecção que deixou um homem em coma, contestou a versão de que o quadro de saúde teria sido provocado por um lanche vendido no local, em Campo Grande. Segundo ele, até o momento não existe laudo médico ou perícia que confirme a relação entre o alimento e a doença.
O homem está internado desde 14 de agosto, após apresentar vômitos e outros sintomas. Conforme relato divulgado pela família, o quadro teria começado como uma suposta intoxicação alimentar e evoluído rapidamente para uma infecção grave e, posteriormente, meningite bacteriana.
A família afirma que ele comprou um combo de lanches para casa no dia 13 de agosto e foi o primeiro a consumir o alimento. Segundo a sogra, ao morder o lanche, ele teria sentido um gosto forte de carne estragada e evitado que os demais familiares comessem.
O proprietário do estabelecimento, porém, afirma que a acusação ainda não foi comprovada. Ele contou que procurou atendimento médico para entender se a bactéria mencionada pela família poderia estar relacionada ao consumo de alimentos e disse ter recebido a informação de que a doença poderia ter origem anterior à ingestão do lanche.
“É só uma acusação grave, sem confirmação do laudo médico”, afirmou.
O comerciante também questionou a possibilidade de o alimento ser responsável pelo quadro e disse que, caso houvesse contaminação no produto, esperaria que outras pessoas que consumiram os mesmos alimentos também apresentassem sintomas. “Se fosse por causa do lanche seria um surto coletivo e não um caso isolado”, declarou.
Áudios encaminhados por pessoas próximas à família ao proprietário também não apontam, de forma conclusiva, que o lanche tenha causado a infecção.
Em uma das gravações, o pai da vítima afirma que ele passou mal depois de comer o combo, mas ressalta que não poderia afirmar que o alimento foi responsável pela contaminação.
“Eu não posso te falar, irmão, se foi por causa daí, se foi alguma bactéria de alguma coisa que foi manipulada”, diz o homem no áudio.
Na mesma gravação, ele relata que, conforme as informações recebidas, a vítima teria apresentado uma infecção estomacal e que alguma coisa ingerida poderia ter levado à presença da bactéria. Ao mesmo tempo, reforça que não tinha condições de apontar a origem da infecção.
Diante da repercussão do caso e dos comentários nas redes sociais, o proprietário afirmou que registrou um boletim de ocorrência e buscou orientação jurídica.
Segundo ele, a intenção é esclarecer a origem da doença por meio de exames, laudos e investigação técnica.
O comerciante também disse que permanece à disposição das autoridades para eventuais fiscalizações e para apresentar as informações necessárias à investigação. "Respeito profundamente a situação de saúde enfrentada pela família e desejo sinceramente a recuperação do paciente. Entretanto, qualquer responsabilidade deverá ser apurada pelas autoridades competentes, mediante provas, laudos e elementos técnicos — e não por especulações, acusações ou julgamentos realizados nas redes sociais", finalizou.
Família pede orações
Enquanto a origem da infecção é apurada, familiares continuam pedindo orações pela recuperação do homem. A vítima está internada em estado grave e, segundo a família, permanece em coma.
Nas redes sociais, a sogra publicou uma mensagem pedindo orações pela vida do genro.
“Hoje eu entrego em Tuas mãos a vida do meu genro. Quando a ciência já não acredita mais, eu creio em Ti”, escreveu.
A família afirma que o homem é casado e tem um filho de 4 anos.
caso segue sendo apurado.