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Vinte dias depois de acidente com morte, carreta que caiu com ponte é retirada do Rio Taquari
Veículo foi retirado da água na manhã desta terça-feira (1º) com ajuda de mergulhadores e três guinchos
Quase 20 dias após a queda de uma ponte sobre o Rio Taquari, em Mato Grosso do Sul, o caminhão que caiu no rio foi retirado da água nesta terça-feira (1º). O veículo estava submerso desde o acidente, que matou o caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos.
O acidente aconteceu no dia 13 de agosto, na região da Serra da Alegria, na MS-168, em uma área pertencente a Corumbá, mas próxima de Coxim. Alexandre conduzia uma carreta carregada com lingotes de concreto quando parte da ponte de concreto armado cedeu.
O caminhão despencou no rio e ficou submerso. O motorista ficou preso na cabine e morreu afogado. O corpo foi localizado e retirado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros ainda no mesmo dia.
A operação contou com mergulhadores e três guinchos. O trabalho foi considerado complexo por causa das condições do rio e do peso da carreta.
A retirada foi feita por uma empresa contratada pela seguradora responsável pelo veículo.
Ponte deixa cidades em situação de emergência
A queda da estrutura provocou impactos no acesso à região pantaneira e levou o Governo de Mato Grosso do Sul a decretar situação de emergência em Coxim, Corumbá e Ladário por seis meses.
O decreto, publicado nesta quarta-feira (2), classifica o desastre como "colapso de edificações/queda de estrutura civil".
Com a medida, órgãos estaduais podem ser mobilizados, sob coordenação da Defesa Civil, para ações de resposta, recuperação e reconstrução.
O decreto também permite, em situações emergenciais, a contratação de bens e serviços por dispensa de licitação, desde que estejam diretamente relacionados ao enfrentamento do desastre e sigam as regras previstas.
Enquanto a ponte não é recuperada, motoristas precisam utilizar caminhos alternativos.
No sentido norte, a orientação é retornar pela MS-423 até a BR-163. Para quem segue no sentido sul, o trajeto deve ser feito pela MS-214 até a rodovia federal.
Ponte será periciada
A estrutura será submetida a uma perícia especializada para identificar o que provocou o desabamento.
Segundo a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), uma avaliação preliminar não encontrou problemas aparentes na ponte. Por isso, será necessária uma investigação mais detalhada.
O trabalho deverá incluir sondagens, inspeções subaquáticas e avaliações estruturais.
A perícia deverá apontar as causas da queda e ajudar o governo estadual a definir as medidas necessárias para a reconstrução da ponte.