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há 1 hora

Prefeitura fecha R$ 11,7 milhões com clínica exposta por contaminação e alvo do MPE

Órgão investigativo se propôs a apurar condições da clínica, na 13 de Maio

04/09/2026 às 18:10 | Atualizado 04/09/2026 às 17:13 Thiago de Souza
Clínica recebeu diversas denúncias - Pillar Pedreira/Agência Senado e PMCG

Prefeitura fechou contrato de R$ 11,7 milhões com a clínica Davita CG Serviços de Nefrologia, em Campo Grande. O pacto foi assinado mesmo com a clínica sendo alvo de queixas por contaminação de pacientes e objeto de inquérito do Ministério Público de MS. 

Conforme o Diário Oficial de Campo Grande, foi publicado o extrato do contrato 2024/2026, com o valor exato de R$ 11.715.171,66. O prazo de vigência é de 12 meses, sendo que a clínica ofertará consultas; exames;  diálise; hemodiálise; procedimentos cirúrgicos em nefrologia; órteses; próteses e materiais especiais de nefrologia.

A prestação do serviço custará cerca de R$ 976,3 mil por mês aos cofres públicos e a outras fontes dos recursos. Assinaram o extrato o secretário de Saúde da Capital, Marcelo Luiz Brandão Vilela e representante da empresa, Marienne Lago Rodrigues de Melo.

Nove pessoas foram internadas de uma vez e uma morreu (Foto: Repórter Top)

Morte

No começo de maio deste ano, ao menos nove doentes do turno matutino da DaVita foram intubadas na Santa Casa. Um deles não resistiu. O falecimento da vítima teria como causa, disseram os denunciantes à época, uma infecção bacteriana provocada pelo reuso de instrumentos. 

Desde maio deste ano, a DaVita vem sendo alvo de apontamentos graves, vindas de pacientes da clínica, que fica na Rua 13 de Maio. Conforme noticiado pelo TopMídiaNews em 5 de maio, uma fonte lamentou que as sessões de hemodiálise atrasavam. Essa demora prejudicava o tratamento do doente. 

Em outro trecho, a denunciante – que se tratava no local há pelo menos dois anos - lamentou que o tratamento dado aos pacientes particulares era outro, bem melhor. A falta de refeitório obrigava os acompanhantes e almoçarem sentados no chão, na frente da clínica. 
    
Reuso de materiais 

Também em maio, foi trazido relato de paciente de 58 anos, que acusou a  clínica de reusar materiais descartáveis na diálise. Ele citou à época,  que os capilares são de péssima qualidade e que, após o primeiro uso, se rompem no processo de filtragem do sangue.

Ainda segundo a fonte, que se trata há 10 anos, não faltam insumos, mas os usados não atendem às necessidades e que sempre é utilizado o mínimo de recursos durante o processo. Tudo isso será detalhado pelo MPE-MS, que anunciou inquérito em 3 de agosto deste ano. 

" Tem pacientes que já tiveram que recomeçar o processo três ou quatro vezes por falha do material'', lamentou a fonte. 
Em todas as reportagens houve inserção de respostas da DaVita. Grande parte dizia que a clínica acompanhando e apurava os fatos relatados pelos pacientes.

"Toda a assistência necessária está sendo prestada, com acompanhamento contínuo das equipes médica e assistencial, além do suporte aos familiares. Reforçamos nosso compromisso com a segurança, a qualidade do atendimento e o cuidado prestado em nossas unidades". Entramos em conato com a DaVita e aguardamos resposta.