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Perícia e Crea-MS voltam à obra onde trabalhadores morreram em desabamento no Aero Rancho (vídeo)

O Crea-MS detalhou que a documentação apresentada ao conselho está regular e os profissionais e a empresa estavam habilitados para realizar o trabalho

05/09/2026 às 09:59 | Atualizado 05/09/2026 às 09:59 Brenda Souza e Thiago de Souza
André de Abreu

A equipe da Polícia Científica voltou ao local da obra onde dois trabalhadores morreram após o desabamento de uma estrutura, neste sábado (5), em Campo Grande. O acidente aconteceu na sexta-feira (4), na Avenida Raquel de Queiroz, no bairro Aero Rancho.

Os portões do imóvel foram fechados durante os trabalhos e a imprensa não teve acesso à área da obra.

O Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul) também retornou ao local. Segundo o conselheiro Sidiclei Formagini, a função do órgão neste momento é verificar se a empresa responsável e os profissionais envolvidos estavam habilitados para executar o serviço.

De acordo com ele, a documentação apresentada ao conselho está regular e os profissionais e a empresa estavam habilitados para realizar o trabalho.

Formagini explicou que a construção desse tipo de estrutura envolve diferentes etapas: fabricação das peças, transporte até o local da obra, montagem e, por fim, a conclusão e amarração de toda a estrutura.

Segundo o conselheiro, a etapa de montagem é considerada mais sensível, porque as peças ainda estão sendo encaixadas e não formam uma estrutura completamente estabilizada.

Ele avalia que um eventual problema durante essa fase pode ter contribuído para o acidente, mas ressaltou que somente a perícia poderá apontar o que provocou o desabamento.

O fenômeno registrado é chamado tecnicamente de colapso progressivo, quando a queda de uma parte da estrutura provoca o colapso de outras partes em sequência, em uma espécie de efeito dominó.

Dois trabalhadores morreram

As vítimas foram identificadas como Willian Douglas Souza Cabral, de 39 anos, e Joel da Silva Oliveira, de 40 anos. Outros dois trabalhadores ficaram gravemente feridos e foram encaminhados para atendimento médico.

Segundo o registro policial, os trabalhadores estavam em uma altura elevada e suspensos na estrutura de um galpão em construção quando parte da estrutura desabou.

O galpão era formado por pilares de concreto e vigas de aço. Com o colapso, os trabalhadores caíram junto com as estruturas e foram atingidos pelas peças.

Ainda conforme o registro, os trabalhadores utilizavam regularmente equipamentos de proteção individual (EPIs).

Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e Crea-MS estiveram no local após o acidente.

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol como morte decorrente de fato atípico e será investigado.

A empresa proprietária do terreno informou que lamenta as mortes e que a obra era executada por uma construtora terceirizada, responsável pela condução dos serviços.

Em nota, afirmou que acompanha o caso, presta assistência às vítimas e aos familiares e está à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.

A empresa disse ainda que a prioridade neste momento é o acolhimento e o respeito às famílias atingidas pelo acidente.

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