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Em meio à crise no STF, Michelle posta mensagem de apoio para Mendonça
Ex-primeira-dama exaltou a trajetória do ministro e o chamou de "irmão em Cristo". Mendonça e Moraes trocaram acusações na última semana
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, postou, na noite deste sábado (5/9), uma mensagem nas redes sociais de apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Corte, Michelle relembrou a trajetória do ministro até o cargo e o chamou de “irmão em Cristo”. Junto ao texto, ela postou uma foto sorrindo com o magistrado.
“Olhando para esta foto e ouvindo essa canção, que marcou a sua vida, passa um filme pela minha cabeça… Lembro-me daquele dia, do meu rosto inchado depois de ter chorado por três dias, durante um retiro espiritual, clamando por sua vida. Quando cheguei ao Palácio da Alvorada, você estava lá. Eu o abracei e lhe disse, ao ouvido, aquilo que Deus havia confirmado em nossos corações”, escreveu.
A mensagem ocorre em meio à crise no Supremo e a troca de acusações entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes.
“Meu irmão em Cristo, você recebeu uma palavra ainda jovem. Sua caminhada com Deus não teve atalhos. Você permaneceu firme em seus princípios, e o seu nome foi soprado”, disse Michelle.
“Somente Deus, eu e os nossos intercessores sabemos o quanto buscamos a presença dele para que você fosse abençoado em sua indicação ao STF. Lembro-me de que aquela sabatina demorou muito para ser marcada. Vieram o desânimo, a desesperança, as dúvidas e aqueles que começaram a se levantar contra o seu nome”, relembrou a ex-primeira-dama.
A crise no STF começou após um relatório da Polícia Federal mapear trocas de mensagens e ao menos seis encontros entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O sigilo foi derrubado por André Mendonça.
O conflito escalou quando Moraes alegou haver “fortes indícios” de que Mendonça cometeu abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, no entanto, retirou as acusações contra Mendonça e submeteu o caso à Presidência, comandada por ele.