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Invasões em escolas e postos de saúde evidenciam precariedade de monitoramento em Campo Grande

Vereador Maicon Nogueira (PP) denunciou a perda de milhares de reais e cobra cumprimento de ação judicial que garante adicional de periculosidade a guardas municipais

09/09/2026 às 17:00 | Atualizado 09/09/2026 às 13:18 Brenda Souza
Reprodução/TV Câmara/Gabriel do Carmo

Furtos de fiação e sistemas de ar-condicionado de prédios públicos tem causado prejuízos substanciais aos cofres públicos de Campo Grande. A situação, conforme o vereador Maicon Nogueira (PP), poderia ser evitado com tecnologia de monitoramento e valorização dos guardas da GCM (Guarda Civil Metropolitana).

O tema foi debatido intensamente no plenário durante a sessão ordinária da Câmara Municipal desta terça-feira (8).

O vereador criticou a decisão da prefeitura em não priorizar a modernização das bases operacionais e a aquisição de equipamentos adequados para a GCM. Ele argumentou que equipamentos simples otimizariam o efetivo de segurança. “Quando coloca uma câmera de R$ 200,00 dentro de uma unidade de saúde, você tira de lá um GCM que pode estar fazendo patrulhamento nas ruas".

O parlamentar destacou que os furtos geram um enorme rombo financeiro e sobrecarregam ainda mais as estruturas de atendimento.

"Era muito mais barato ter colocado uma câmera do que deixarem roubar R$ 50 mil, estragar R$ 50 mil em ar-condicionado nessas unidades. É uma falta de consideração, de gestão e de visão estratégica."

Além da precariedade na infraestrutura de trabalho, Nogueira evidenciou o descontentamento da categoria com a defasagem e o não pagamento de direitos trabalhistas adquiridos.

O vereador alertou para a dura realidade dos servidores da segurança. “Tem guarda municipal ganhando R$ 1.400,00 por mês, e a prefeita não cumpre a ação judicial, decisão judicial, que paga para ele a periculosidade."