Saúde

há 2 horas

Jovem espera três meses por DIU, tem duas consultas canceladas e volta à fila do SUS em Campo Grande

Paciente aguardava desde junho e foi orientada a realizar uma nova solicitação após o segundo cancelamento

09/09/2026 às 13:00 | Atualizado 09/09/2026 às 14:35 Dayane Medina
Repórter Top

Depois de esperar três meses para colocar um DIU pela rede pública, uma farmaêutica de 25 anos passou por dois cancelamentos de consulta e foi orientada a fazer uma nova solicitação de procedimento, voltando para a fila de espera do SUS (Sistema Único de Saúde) em Campo Grande.

Segundo a paciente, a solicitação para colocar o DIU foi feita em junho e teve a primeira consulta agendada para o dia 3 de setembro, às 13h. Ela compareceu à unidade no horário marcado, mas afirma que permaneceu aguardando junto com outras mulheres até aproximadamente 16h, quando foi informada de que os atendimentos não seriam realizados.

“Estive lá no horário e com várias outras mulheres, aguardei até aproximadamente 16h, quando fomos informadas de que a médica não realizaria os atendimentos”, conta a jovem à reportagem.

Conforme a jovem, algumas pacientes precisaram faltar ou se ausentar do trabalho, tiveram gastos com transporte e passaram horas aguardando sem receber atendimento.

A consulta foi remarcada para o dia 8 de setembro, às 7h, mas, assim como o atendimento anterior novamente não ocorreu. Segundo a paciente, a assistente social informou que a médica havia apresentado atestado. 

A revolta da paciente é que a consulta não foi remarcada e ela precisa entrar na fila e esperar o que foi cancelado duas vezes sem ser culpa dela.

“Não questiono o afastamento por motivo de saúde, mas, dessa vez, sequer puderam remarcar minha consulta, foi necessário fazer um novo pedido de colocação do DIU, fazendo com que eu volte para a fila e espere mais alguns meses por uma situação que não foi causada por mim”, disse.

A farmacêutica também afirma que a própria unidade forneceu o contato da Ouvidoria para registrar a reclamação, mas que o número informado não atende. 

“Isso mostra a enorme falta de organização, comunicação e respeito com as pacientes. Aguardo desde junho, tive dois atendimentos cancelados e agora ainda preciso reiniciar todo o processo”, desabafa. 

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para esclarecer por que a paciente precisará voltar à fila, e como será preservada a prioridade das pacientes que já aguardavam pelo procedimento e a possibilidade de remanejamento para outro ginecologista ou unidade da rede e aguarda retorno.