Campo Grande

há 2 horas

Após ataque, mulher passa a vigiar câmeras e teme retorno de suspeito no União

Família relata mudança na rotina depois que homem foi colocado em liberdade com tornozeleira eletrônica

12/09/2026 às 13:30 | Atualizado 10/09/2026 às 10:19 Dayane Medina
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Desde que foi agarrada por na porta de casa e arrastada pelo suspeito para dentro do quintal, no bairro União, uma enfermeira, 40 anos, passou a acompanhar com frequência as câmeras de segurança da residência e teme que o suspeito volte ao local, em Campo Grande.

Segundo o marido da vítima, o medo aumentou depois que a família foi informada de que o rapaz de 22 anos havia sido colocado em liberdade após audiência de custódia na segunda-feira (7) com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

“Ela fica olhando a câmera. A câmera captura foto das pessoas quando passam. Esses dias ela estava tremendo e falou que parecia que era o rapaz”, relata o esposo.

Sem conhecer o suspeito a família tenta entender como ele conseguiu informações sobre a rotina da casa.

Durante o ataque, conforme relato da vítima, o homem afirmou saber que o marido dela não estava em casa e também disse que um vizinho policial estava ausente.

“Minha esposa está com medo. A gente não conhece ele, mas aparentemente ele sabia da nossa rotina”, lamenta o marido.

O ataque aconteceu enquanto a mulher lavava a varanda e a filha, de 6 anos, permanecia dentro de casa. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito se aproximou, agarrou a vítima e tentou avançar para dentro da residência.

A mulher reagiu, usou uma mangueira para afastar o homem e entrou em luta com ele até conseguir colocá-lo para fora e fechar o portão.

Durante a confusão, a filha chegou a aparecer e foi orientada pela mãe a correr para dentro de casa.

Depois do ataque, a família voltou às imagens das câmeras e identificou registros do suspeito nas proximidades da casa horas antes do ocorrido.

Mesmo com a tornozeleira eletrônica, o marido afirma que a sensação de segurança não voltou.

“A gente fica de mãos atadas. Se ele quiser voltar, a nossa preocupação é saber o que pode acontecer”, afirma.

O caso foi registrado como importunação sexual e desacato. A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil para obter mais detalhes, mas foi informada que o caso segue sob sigilo.