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Sem perspectiva de cura, dona Maria pede ajuda para cuidar do filho acamado em Campo Grande (vídeo)
Situação começou e maio; benefícios do governo foram solicitados, mas ainda não foram concedidos
Enfrentando uma dura batalha desde o dia 20 de maio, Maria Aprecida da Silva, de 63 anos, precisou abdicar do trabalho e outras atividades para cuidar do filho, Valmir Rodrigo da Silva, de 37 anos, que acabou contraindo uma bactéria que, segundo informações médicas, teria sido de origem alimentar.
De lá pra cá, houve várias situações, chegando ao ponto de ela depender de doações e precisar vender móveis de casa para custear despesas básicas.
Maria relata que atualmente, com o fiiho acamado em casa, as dificuldades se acumulam e, apesar de contar com a solidariedade de várias pessoas com insumos para o tratamento de Valmir, que é paliativo, as coisas ainda estão bastante delicadas e a mãe ainda precisa de ajuda, já que não pode trabalhar por se dedicar exclusivamente - dia e noite - à saúde de Valmir, já que também não tem outra pessoa que possa ajudá-la com os cuidados.
Ela comenta que já pediu beneficios aos quais Valmir teria direito, mas o processo é moroso e, até o momento, não há sinalização alguma de deferimento. "Eu cheguei a uma situação que eu não tenho mais o que fazer, porque sem auxílio, sem dinheiro, sem recurso, eu não tenho, eu tô pedindo socorro", afirma.
O quarto onde o homem está instalado é simples, com uma cama hospitalar, uma prateleira onde são guardados medicamentos, itens de curativo, fraldas e outros itens, e um "portal" - ainda sem batente ou porta que possa ser fechada - precisou ser quebrado em uma das paredes para melhorar a circulação de ar no cômodo, que foi cedido como "parte extra" na casa alugada.
Com pouco mais de 1,50 m de altura, Maria, uma mulher pequena, comenta que para banhar o filho precisa retirá-lo da cama, acomodá-lo em uma cadeira de banho, e levá-lo até um canto do quarto que tem um escoadouro no chão, já que o banheiro não é adaptado e é muito pequeno, não permitindo.que ela consiga utilizá-lo para a higiene de Valmir.
À noite, para não sair de perto do filho, ela dorme em um colchão, que estende no chão, ao lado da cama de Valmir, que também precisa de cuidados durante a noite, fazendo com que ela precise se levantar várias vezes. Desta forma, ela também pede, se possível, a doação de uma cama e, ainda, uma cômoda ou armário para guardar as coisas do filho.
Percebe-se que as dificuldades são muitas e que Maria, apesar de exaurida, persiste na luta. Quando perguntei a ela sobre perspectiva de cura, a emoção transparece e escorre pelos olhos. "Não tem. Mas eu vou lutar por ele até o fim."
Para quem puder ajudar, é possível fazer transferências via pix para as chaves: 6798119-7317 e 448.341.791-68, as duas em nome de Maria Aparecida da Silva.
Entenda o caso
Valmir Rodrigo da Silva, de 37 anos, foi internado em estado grave no dia 20 de maio de 2026, após ser encontrado desacordado pela mãe, Maria Aparecida da Silva, de 63 anos. Segundo ela, uma bactéria de origem alimentar teria atingido o cérebro do filho. Valmir permaneceu cerca de 40 dias no CTI, apresentou outras complicações e também foi diagnosticado com tuberculose.
Para acompanhá-lo durante a internação, Maria, que trabalhava como diarista, deixou de trabalhar e passou a enfrentar dificuldades financeiras. Sem renda, chegou a vender a cama e o armário da cozinha para conseguir pagar despesas básicas e o transporte até o hospital.
Em julho, após dois meses de internação, Valmir foi incluído em cuidados paliativos e aguardava uma vaga para ser transferido ao Hospital São Julião. Maria continuava sem renda e dependia de doações para manter as despesas da casa e a rotina de acompanhamento do filho.
Em agosto, após a transferência para o São Julião, Valmir permanecia acamado e precisava de ajuda para se alimentar. Maria seguia sem condições de voltar ao trabalho e passou a pegar quatro ônibus diariamente para chegar ao hospital, onde permanecia durante todo o dia. Com as doações diminuindo, ela continuava enfrentando dificuldades para custear transporte e as despesas da casa, além de tentar obter um benefício assistencial para o filho.