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'Santa Casa esconde destino do dinheiro', dispara advogado que enquadrou hospital (vídeo)

Profissional apresentou ações judiciais para instituição abrir as contas

11/09/2026 às 09:50 | Atualizado 11/09/2026 às 10:06 Thiago de Souza e Méri Oliveira
Hospital esconde dinheiro público, acusa advogado - Gabriel do Carmo

Oswaldo Meza, advogado que começou processos judiciais contra a Santa Casa de Campo Grande afirmou, nesta sexta-feira (11), que a atual gestão esconde destino dos recursos públicos. Hospital é alvo da Operação Antidotum.

O profissional esteve no hospital durante investida do Gaeco, que mira desvios de até R$ 4,9 milhões em serviços não prestados pelo hospital e pagos a pessoas ligadas à instituição. 
Segundo Meza, enquanto ‘’esconde’’ os montantes recebidos, o hospital cada vez pede mais. Foi por esse motivo, diz Oswaldo, que ele apresentou processos contra a Santa Casa. 

Operação 

Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

O contrato investigado previa o pagamento de R$ 1,8 milhão por ano para a digitalização dos prontuários da Santa Casa. Com duração de três anos, o acordo poderia chegar a R$ 5,4 milhões.

Conforme o MPMS, no primeiro ano de execução foram identificados pagamentos elevados sem que os serviços contratados fossem efetivamente prestados. O prejuízo estimado nessa frente da investigação chega a R$ 1,4 milhão.

As apurações também avançaram sobre contratos firmados pela Operadora Santa Casa Saúde, empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, com outras empresas do mesmo grupo econômico.

Segundo o Ministério Público, essas empresas tinham como proprietário uma pessoa ligada à diretoria da Santa Casa e estavam registradas no mesmo endereço, que, na prática, estaria desocupado.

Somente em 2025, aproximadamente R$ 9,6 milhões foram pagos pela operadora a essas empresas, segundo a investigação. O MPMS aponta que os contratos teriam provocado um prejuízo de pelo menos R$ 3,5 milhões.

Os dois casos já identificados somam mais de R$ 4,9 milhões em prejuízos à Santa Casa. O valor, porém, ainda pode aumentar, já que a investigação continua.

O MPMS também afirma que contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente omitidos de órgãos de controle, incluindo o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

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