há 1 hora
Ex-diretor que já 'fugiu' da Santa Casa também é alvo de operação por fraude milionária
Engenheiro Jary de Carvalho e Castro está no rol de suspeitos do Gaeco
O engenheiro Jary de Carvalho e Castro também foi alvo da Operação ''Antidotum'', que apura desvios milionários na Santa Casa de Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (11).Ele já havia abandonado a entidade em momento de crise financeira, em 2022.
MPMS cumpre seis mandados de prisão e dezenas de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos de fraudes. A atual presidente, Alir Terra Lima, não foi encontrada até o momento.
Castro, o então vice-presidente da Santa Casa renunciou ao cargo em 2022, em meio a questionamentos públicos sobre possível conflito de interesses e falhas de governança na alta administração do hospital. A saída ocorreu em um momento de grave crise financeira enfrentada pela instituição.
Jary havia sido eleito para a vice-presidência em 2022 e foi reeleito em 14 de novembro para o triênio 2026/2028. Ele deixou o cargo após passar a ser alvo de críticas relacionadas ao acúmulo de funções no setor da saúde.
Hospital é acusado de fraude milionária (Foto: Gabriel do Carmo)
Operação
Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).
O contrato investigado previa o pagamento de R$ 1,8 milhão por ano para a digitalização dos prontuários da Santa Casa. Com duração de três anos, o acordo poderia chegar a R$ 5,4 milhões.
Conforme o MPMS, no primeiro ano de execução foram identificados pagamentos elevados sem que os serviços contratados fossem efetivamente prestados. O prejuízo estimado nessa frente da investigação chega a R$ 1,4 milhão.
As apurações também avançaram sobre contratos firmados pela Operadora Santa Casa Saúde, empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, com outras empresas do mesmo grupo econômico.
Segundo o Ministério Público, essas empresas tinham como proprietário uma pessoa ligada à diretoria da Santa Casa e estavam registradas no mesmo endereço, que, na prática, estaria desocupado.
Somente em 2025, aproximadamente R$ 9,6 milhões foram pagos pela operadora a essas empresas, segundo a investigação. O MPMS aponta que os contratos teriam provocado um prejuízo de pelo menos R$ 3,5 milhões.
Os dois casos já identificados somam mais de R$ 4,9 milhões em prejuízos à Santa Casa. O valor, porém, ainda pode aumentar, já que a investigação continua.
O MPMS também afirma que contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente omitidos de órgãos de controle, incluindo o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.
Veja também
- Santa Casa pagou mais de R$ 1,4 milhão para serviço não prestado em Campo Grande
- Empresa para a qual Lulinha fez lobby pagou R$ 150 mil a Roberta Luchsinger