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há 1 hora

Ex-diretor que já 'fugiu' da Santa Casa também é alvo de operação por fraude milionária

Engenheiro Jary de Carvalho e Castro está no rol de suspeitos do Gaeco

11/09/2026 às 10:25 | Atualizado 11/09/2026 às 10:19 Thiago de Souza e Vinícius Squinelo
Jary abandonou hospital em meio à crise de 2022 - Reprodução site ABCG - Arquivo

O engenheiro Jary de Carvalho e Castro também foi alvo da Operação ''Antidotum'', que apura desvios milionários na Santa Casa de Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (11).Ele já havia abandonado a entidade em momento de crise financeira, em 2022. 

MPMS cumpre seis mandados de prisão e dezenas de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos de fraudes. A atual presidente, Alir Terra Lima, não foi encontrada até o momento. 

Castro, o então vice-presidente da Santa Casa  renunciou ao cargo em 2022, em meio a questionamentos públicos sobre possível conflito de interesses e falhas de governança na alta administração do hospital. A saída ocorreu em um momento de grave crise financeira enfrentada pela instituição.

Jary havia sido eleito para a vice-presidência em 2022 e foi reeleito em 14 de novembro para o triênio 2026/2028. Ele deixou o cargo após passar a ser alvo de críticas relacionadas ao acúmulo de funções no setor da saúde.

Hospital é acusado de fraude milionária (Foto: Gabriel do Carmo)

Operação 

Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

O contrato investigado previa o pagamento de R$ 1,8 milhão por ano para a digitalização dos prontuários da Santa Casa. Com duração de três anos, o acordo poderia chegar a R$ 5,4 milhões.

Conforme o MPMS, no primeiro ano de execução foram identificados pagamentos elevados sem que os serviços contratados fossem efetivamente prestados. O prejuízo estimado nessa frente da investigação chega a R$ 1,4 milhão.

As apurações também avançaram sobre contratos firmados pela Operadora Santa Casa Saúde, empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, com outras empresas do mesmo grupo econômico.

Segundo o Ministério Público, essas empresas tinham como proprietário uma pessoa ligada à diretoria da Santa Casa e estavam registradas no mesmo endereço, que, na prática, estaria desocupado.

Somente em 2025, aproximadamente R$ 9,6 milhões foram pagos pela operadora a essas empresas, segundo a investigação. O MPMS aponta que os contratos teriam provocado um prejuízo de pelo menos R$ 3,5 milhões.

Os dois casos já identificados somam mais de R$ 4,9 milhões em prejuízos à Santa Casa. O valor, porém, ainda pode aumentar, já que a investigação continua.

O MPMS também afirma que contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente omitidos de órgãos de controle, incluindo o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.