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há 1 hora

Com R$ 6,6 milhões, Tebet lidera ranking de campanhas mais ricas ao Senado de SP

A ex-ministra também aparece entre os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto no estado

13/09/2026 às 13:11 | Atualizado 13/09/2026 às 12:19 Brenda Souza
Washington Costa/Divulgação

A campanha de Simone Tebet (PSB-SP) lidera o ranking de arrecadação entre os candidatos ao Senado nas eleições deste ano. A ex-ministra do Planejamento do governo Lula declarou à Justiça Eleitoral ter R$ 6,6 milhões disponíveis para a disputa, valor equivalente a 93% do limite de gastos permitido para o cargo em São Paulo.

O levantamento considera os valores declarados pelos candidatos após quase um mês de campanha. Na sequência aparece André do Prado (PL-SP), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com R$ 6 milhões, o equivalente a 85% do teto de gastos.

No caso de Tebet, foram contratados até agora R$ 977 mil em despesas, dos quais R$ 618,6 mil já foram pagos. As informações sobre os gastos de Prado ainda não haviam sido detalhadas na primeira parcial consultada.

A ex-ministra também aparece entre os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto em São Paulo. Segundo levantamento da Quaest divulgado em 8 de setembro, Tebet tem 12% das intenções de voto. Ela está numericamente atrás de Marina Silva (Rede) e Guilherme Derrite (PP), que aparecem com 14% cada, mas há empate técnico devido à margem de erro de dois pontos percentuais.

André do Prado registra 7% das intenções de voto. Neste ano, os eleitores paulistas escolherão dois senadores.

Conforme o UOL, depois dos dois candidatos de São Paulo, aparecem no ranking de arrecadação Domingos Sávio (PL-MG), com R$ 5,4 milhões, e Carlos Portinho (PL-RJ), com R$ 5,2 milhões. Ambos têm 6% das intenções de voto em seus estados, segundo a Quaest.

Também estão entre as campanhas que mais receberam recursos João Roma (PL-BA), com R$ 4,9 milhões; Carol de Toni (PL-SC), com R$ 4,7 milhões; Guilherme Derrite (PP-SP), com R$ 4,5 milhões; Benedita da Silva (PT-RJ) e Éder Mauro (PL-PA), com R$ 4,3 milhões cada; Marcelo Aro (PP-MG) e Gracinha Caiado (União-GO), com R$ 4,1 milhões cada.

A maior parte dos recursos declarados pelas campanhas é proveniente de dinheiro público, repassado pelos partidos por meio dos fundos Partidário e Eleitoral.

Neste ano, o Fundo Eleitoral distribuirá quase R$ 5 bilhões entre os 30 partidos registrados no país. O PL terá direito à maior parcela, de R$ 881 milhões, seguido pelo PT, com R$ 615 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 526 milhões.

Além dos recursos públicos, candidatos podem receber doações de pessoas físicas e utilizar dinheiro próprio, dentro dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral.

No caso das eleições para o Senado em São Paulo, o teto de gastos é de R$ 7,1 milhões por candidato. Como duas cadeiras estão em disputa, os partidos podem adotar estratégias diferentes para distribuir os recursos entre seus candidatos.