Economia

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Temporal causou prejuízo de mais de R$ 25 milhões ao comércio de Campo Grande, estima CDL

Entidade recebeu mais de 380 chamados de empresários que tiveram atividades afetadas pela falta de energia

14/09/2026 às 15:11 | Atualizado 14/09/2026 às 15:40 Brenda Souza
Divulgação/Energisa

O temporal que atingiu Campo Grande na última semana causou um prejuízo estimado em mais de R$ 25 milhões ao comércio e ao setor de serviços da Capital, segundo levantamento divulgado pela CDL Campo Grande (Câmara de Dirigentes Lojistas).

A entidade informou que recebeu mais de 380 chamados de empresários que tiveram as atividades prejudicadas após a tempestade. Entre os problemas relatados estão estabelecimentos que precisaram fechar as portas, perda de mercadorias perecíveis e danos a equipamentos.

A interrupção no fornecimento de energia afetou diferentes regiões da cidade. A queda de árvores sobre a rede elétrica e os danos provocados pela força do vento contribuíram para a demora no restabelecimento do serviço em alguns pontos.

Supermercados, restaurantes, padarias e açougues estão entre os estabelecimentos que podem ter registrado perdas com a interrupção prolongada da energia, principalmente por causa de produtos armazenados em câmaras frias e equipamentos que dependem de eletricidade.

Desde a sexta-feira, a CDL informou que passou a receber os relatos dos comerciantes e encaminhar os dados das unidades consumidoras à Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso do Sul, para tentar agilizar os atendimentos.

A entidade afirma que o trabalho foi feito em conjunto com a distribuidora diante da dimensão dos estragos provocados pelo temporal.

Além das perdas provocadas diretamente pela falta de energia, comerciantes tiveram custos adicionais para tentar manter as atividades ou recuperar os estabelecimentos atingidos.

O levantamento da CDL considera os impactos registrados pelo comércio e pelo setor de serviços após o temporal e aponta que o prejuízo já supera R$ 25 milhões.

A entidade também defende a adoção de medidas preventivas relacionadas à arborização urbana, principalmente em áreas comerciais, para reduzir os riscos de novas interrupções e prejuízos em eventos climáticos severos.

A tempestade atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), com fortes rajadas de vento que ultrapassaram os 85km/h e queda de árvores em diferentes regiões. Os estragos também provocaram interrupções no trânsito e deixaram moradores de vários bairros sem energia elétrica por mais de quatro dias.