Campo Grande

há 1 hora

Sem conseguir trabalhar, mãe pede ajuda para diagnóstico do filho com suspeita de autismo

Mãe solo afirma que crises do filho dificultam rotina de trabalho em Campo Grande e diagnóstico vai ajudar no desenvolvimento na escola

19/09/2026 às 18:10 | Atualizado 16/09/2026 às 11:04 Dayane Medina
Repórter Top

Sem conseguir manter uma rotina de trabalho por causa das crises do filho de 8 anos, a diarista Vanessa Félix da Silva, de 34 anos, pede ajuda para conseguir dar continuidade à investigação e ao acompanhamento médico da criança, em Campo Grande. Moradora do Jardim Veraneio, ela cria sozinha dois filhos e precisa interromper diárias sempre que é chamada pela escola por causa do comportamento do filho.

Segundo Vanessa, os sinais ficaram mais evidentes depois que o filho passou a frequentar a escola. A mãe já desconfiava que o menino pudesse estar no espectro autista, mas foi com o aumento dos episódios de irritação e agressividade que foi orientada a buscar atendimento especializado.

“Eu não tinha certeza, eu desconfiava. Aí começou o nervosismo, a agressividade, de ele machucar outras pessoas e não ter controle”, relata.

Diante do comportamento, a escola orientou a mãe a buscar acompanhamento psiquiátrico e ajudar a criança. Vanessa levou o filho ao CAPS, onde, ele passou por três consultas ao longo dos últimos quatro meses.

Na consulta mais recente, a psiquiatra solicitou uma avaliação neuropsicológica para aprofundar a investigação, ajudar na definição do diagnóstico e compreender melhor as dificuldades apresentadas pela criança.

Vaquinha solidária e compra de medicamentos

Vanessa já deixou de fazer algumas diárias e precisou deixar outras às pressas para atender o filho. Atualmente o menino está suspenso da escola por agredir um colega de sala, dificultando ainda mais a conclusão de algumas diárias da mãe.

“Eu não posso sair para trabalhar todos os dias por causa dele. A escola liga e eu tenho que estar lá. Ele precisa de atenção toda hora. É só eu, ele e meu filho de 13 anos, a geladeira está vazia, os remédios dele acabou e eu ainda tenho aluguel e água e luz que estão para cortar”, desabafa.

Diante da situação da família e do filho, Vanessa tenta mobilizar ajuda para conseguir realizar a avaliação, caso não seja possível ter acesso ao procedimento pela rede pública.

Nos levantamentos feitos pela mãe, os custos da avaliação neuropsicológicas chega a R$ 2 mil na rede particular. 

Quem puder ajudar também pode contribuir com cestas básicas ou com os medicamentos sertralina e risperidona. Doações podem ser feitas na chave Pix: 04818955159 em nome de Vanessa.

O TopMídiaNews procurou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para saber se a avaliação neuropsicológica solicitada pode ser realizada pelo SUS, e como a família pode proceder neste caso e aguarda retorno.