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há 1 hora

Fila por atendimento oftalmológico vira alvo do MPMS em Dourados

Ministério Público cobra diagnóstico da demanda reprimida e medidas para reduzir tempo de espera por consultas, exames e cirurgias

16/09/2026 às 16:11 | Atualizado 16/09/2026 às 16:43 Dayane Medina
André de Abreu/Arquivo

A fila de pacientes que aguardam consultas, exames, procedimentos e cirurgias oftalmológicas em Dourados passou a ser acompanhada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que instaurou procedimento administrativo para cobrar medidas capazes de reduzir a demanda reprimida e o tempo de espera na rede pública.

A apuração foi aberta pela 10ª Promotoria de Justiça de Dourados após informações apontarem insuficiência na oferta dos serviços. Segundo o MPMS, apesar de medidas já adotadas pelo município, a demanda continua elevada e há pacientes aguardando atendimento por períodos excessivos.

A Prefeitura foi notificada e terá 20 dias úteis para apresentar um diagnóstico da situação e informar quais providências serão adotadas para ampliar os atendimentos.

Entre os dados solicitados estão o número de pessoas na fila, o tempo médio de espera, a capacidade atual da rede e a quantidade de profissionais disponíveis para realizar os atendimentos.

O Ministério Público também quer que o município apresente um plano específico para ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias, com metas, cronograma e estimativa do impacto das medidas na redução da fila.

A Prefeitura ainda deverá informar se pretende realizar mutirões, ampliar turnos de atendimento, contratar ou credenciar novos profissionais e firmar ou ampliar convênios na área de oftalmologia.

Outro ponto acompanhado pelo MPMS é o convênio firmado com a Fundação Cardiogeriátrica (FUNPEMA), responsável pela realização de procedimentos especializados e cirurgias de catarata para moradores de Dourados. O órgão pediu dados atualizados sobre a quantidade de atendimentos já realizados e as ações para ampliar a capacidade da rede.

Atualmente, parte da demanda é atendida pelo Pronto Atendimento Médico, Hospital Universitário da UFGD, FUNPEMA e também por meio do Tratamento Fora do Domicílio. Mesmo assim, conforme o Ministério Público, os dados analisados mostram que ainda existe uma fila significativa por atendimento especializado.

O procedimento também deverá acompanhar as tratativas entre o município, a Secretaria de Estado de Saúde e prestadores de referência para ampliar a oferta de atendimentos na região.