há 1 hora
Coligação de Riedel pede cassação da campanha de Catan por vídeo gravado dentro do Hospital Regional
No pedido, os advogados detalharam que o atual deputado estadual teria usado o mandato para fazer as filmagens na unidade de saúde
A Justiça Eleitoral determinou que João Henrique Catan (Novo), candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, retire das redes sociais um vídeo de campanha gravado dentro do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. A decisão é liminar e atende a um pedido da coligação de Eduardo Riedel (PP), que também pediu a cassação do registro da candidatura.
A ação foi apresentada pela coligação Fazendo o Futuro Acontecer, que apoia a reeleição do governador Eduardo Riedel. Segundo a representação, o vídeo tem 8 minutos e 16 segundos e mostra Catan conversando com pacientes e funcionários e questionando as condições do hospital. O material também apresenta elementos da campanha eleitoral do candidato.
A coligação afirma que Catan utilizou a condição de deputado estadual para acessar áreas restritas do hospital e depois usou as imagens na propaganda eleitoral. A acusação cita leitos de pacientes e áreas administrativas e sustenta que houve utilização de um bem público em benefício da candidatura.
A representação também menciona um requerimento apresentado por Catan para ter acesso às áreas internas do hospital, com base nas prerrogativas do mandato parlamentar.
Na decisão liminar, a Justiça determinou que Catan e seu candidato a vice, Antonio João Jacintho, retirem o vídeo do ar em até 24 horas e não façam nova divulgação do material. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil.
A decisão, porém, ainda não analisou definitivamente se houve irregularidade eleitoral nem o pedido de cassação. Catan e Jacintho terão prazo para apresentar defesa, e o mérito da representação será analisado posteriormente.
Nas redes sociais, Catan afirma que esteve no Hospital Regional no exercício do mandato de deputado estadual para fiscalizar a unidade e ouvir pacientes e funcionários.
“Fomos ao Hospital Regional fazer o que manda o mandato: fiscalizar”, ele também disse que continuará registrando problemas na saúde pública e que fará a defesa no processo.