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há 1 hora

Advogado diz não se arrepender de defender Bolsonaro e afirma: 'não tentou dar golpe' (vídeo)

Celso Vilardi citou como argumento a diferença entre cogitar uma ação e iniciar efetivamente sua execução

21/09/2026 às 14:51 | Atualizado 21/09/2026 às 14:24 Brenda Souza
Vilardi contou que pensou antes de aceitar o caso devido à forte polarização política envolvendo o ex-presidente - Marco Codignola

Conhecido nacionalmente por defender o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado ao 8 de Janeiro, o advogado Celso Vilardi afirmou que não se arrepende de ter assumido a defesa e que não considera que o ex-presidente tenha tentado dar um golpe de Estado.

Vilardi contou que pensou antes de aceitar o caso devido à forte polarização política envolvendo o ex-presidente. “Eu não me arrependo, pelo contrário, eu tenho muito orgulho de ter sido advogado”, afirmou.

Segundo ele, a defesa foi construída com base em argumentos jurídicos e contou com outros profissionais, entre eles o advogado Paulo da Cunha Bueno e o professor da PUC-SP Pierpaolo Cruz Bottini.

Ao comentar sobre a tentativa de golpe, Vilardi detalhou que a tese apresentada pela defesa foi de que as evidências reunidas no processo demonstrariam apenas a existência de discussões e cogitações sobre uma possível ruptura institucional, sem atos concretos de execução.

“Eu acho que Bolsonaro não tentou um golpe de Estado. Porque o golpe de Estado, como já disseram alguns ministros do Supremo, precisa ter, na verdade, troca na rua, tem que ter efetivamente exército, atos concretos de ataque ao poder. Eu entendo que não houve um golpe de Estado, aqui dizendo que respeita a decisão do Supremo. Estou colocando apenas a tese que eu defendi; eu acredito na tese que eu defendi. Vou continuar acreditando porque acho que nós temos um trabalho doutrinário espetacular que foi feito. Comprovamos que o Congresso discutiu especificamente a questão da cogitação e não quis tornar aquilo crime, vontade própria do Congresso, que é a tese que nós defendemos”, detalhou.

O advogado citou como argumento a diferença entre cogitar uma ação e iniciar efetivamente sua execução. Conforme ele, a defesa sustentou que reuniões e discussões sobre a possibilidade de um golpe não seriam suficientes para caracterizar o crime.

Vilardi reconheceu, no entanto, que o Supremo Tribunal Federal teve entendimento diferente e condenou Bolsonaro. “O Supremo entendeu que houve tentativa. Condenou. Você cumpre”, disse.

Mesmo discordando da conclusão adotada no julgamento, o advogado afirmou respeitar a decisão da Corte.

“Eu acredito na tese que eu defendi, vou continuar acreditando”, declarou.

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