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Corrupção no Judiciário começa na advocacia e é preciso punição: 'mais fácil tomar cerveja com juiz'
Para o advogado Celso Vilardi, profissionais que erram também precisam ser cobrados quando tentam obter decisões por meio de relações pessoais ou influência indevida
Crise no STF (Supremo Tribunal Federal), problemas com corrupção, compra de sentença e outros um bilhão de coisas em contextos problemáticos estariam colocando em cheque a advocacia e o Judiciário brasileiro. No entanto, o advogado Celso Vilardi disse acreditar no futuro da advocacia e criticou o que chamou de “advogado lobista” e “juiz malandro”.
“É uma combinação fatal que é um advogado lobista e que é um juiz malandro”, afirmou durante entrevista em Campo Grande.
Segundo Vilardi, não é suficiente responsabilizar apenas magistrados por eventuais irregularidades no Judiciário. Para ele, advogados também precisam ser cobrados quando tentam obter decisões por meio de relações pessoais ou influência indevida.
O advogado criticou a prática de buscar proximidade pessoal com magistrados em vez de apresentar argumentos técnicos nos processos.
“É bem mais fácil e bem mais legal tomar cerveja com o juiz do que você escrever a peça. Mas tomar cerveja com o juiz não é uma justiça que nós queremos”, declarou.
Vilardi defendeu punição para profissionais que atuem de maneira irregular e afirmou que magistrados também devem impedir o acesso de pessoas que não estejam exercendo a advocacia de forma adequada.
Para ele, a discussão sobre a crise do Judiciário precisa incluir também a responsabilidade da advocacia.