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Corrupção no Judiciário começa na advocacia e é preciso punição: 'mais fácil tomar cerveja com juiz'

Para o advogado Celso Vilardi, profissionais que erram também precisam ser cobrados quando tentam obter decisões por meio de relações pessoais ou influência indevida

22/09/2026 às 14:12 | Atualizado 22/09/2026 às 14:40 Brenda Souza
Vilardi esteve no Cara a Cara - Marco Codignola

Crise no STF (Supremo Tribunal Federal), problemas com corrupção, compra de sentença e outros um bilhão de coisas em contextos problemáticos estariam colocando em cheque a advocacia e o Judiciário brasileiro. No entanto, o advogado Celso Vilardi disse acreditar no futuro da advocacia e criticou o que chamou de “advogado lobista” e “juiz malandro”.

“É uma combinação fatal que é um advogado lobista e que é um juiz malandro”, afirmou durante entrevista em Campo Grande.

Segundo Vilardi, não é suficiente responsabilizar apenas magistrados por eventuais irregularidades no Judiciário. Para ele, advogados também precisam ser cobrados quando tentam obter decisões por meio de relações pessoais ou influência indevida.

O advogado criticou a prática de buscar proximidade pessoal com magistrados em vez de apresentar argumentos técnicos nos processos.

“É bem mais fácil e bem mais legal tomar cerveja com o juiz do que você escrever a peça. Mas tomar cerveja com o juiz não é uma justiça que nós queremos”, declarou.

Vilardi defendeu punição para profissionais que atuem de maneira irregular e afirmou que magistrados também devem impedir o acesso de pessoas que não estejam exercendo a advocacia de forma adequada.

Para ele, a discussão sobre a crise do Judiciário precisa incluir também a responsabilidade da advocacia.

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