Política

há 1 hora

Riedel defende continuidade de políticas e fala em ampliar educação, saúde e segurança em MS (vídeo)

Na Sabatina do TopMídiaNews, o governador também abordou profissionalização, segurança, infraestrutura e combate à corrupção

22/09/2026 às 16:11 | Atualizado 22/09/2026 às 15:27 Brenda Souza
Marco Codignola

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, participou da Sabatina Eleições 2026 do TopMídiaNews e respondeu a perguntas sobre educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento regional, mudanças climáticas, combate à corrupção e cenário político nacional.

Durante a entrevista, Riedel também fez um balanço dos quase quatro anos de gestão e apresentou as áreas que pretende priorizar em um eventual segundo mandato.

Educação

Riedel apresentou a educação como uma das principais áreas de investimento de sua gestão. Segundo ele, mais de R$ 1 bilhão foi destinado à estrutura física das escolas estaduais e mais de 270 das 354 unidades da rede passaram por reestruturação.

“O Estado tem 354 escolas. Nós, em mais de 270 delas, reestruturamos completamente”, afirmou.

O governador também destacou a valorização dos professores e o avanço do ensino em tempo integral. Segundo ele, a formação profissional dos estudantes do ensino médio também teve crescimento. “Nós já estamos com praticamente 60% dos alunos do ciclo médio em curso de profissionalização. Quando eu entrei, era 18%. A média brasileira é 16%”, disse.

Para um eventual novo mandato, Riedel afirmou que pretende concluir reformas, ampliar o ensino integral e aumentar o número de estudantes em cursos profissionalizantes.

“Queremos universalizar tudo isso. Ter o máximo possível, ainda nesses anos que faltam, concluir a reforma das escolas, elevar o nível do ensino integral dentro das escolas e aumentar ainda mais o percentual de alunos do ciclo médio fazendo curso profissionalizante.”

Campo Grande e repasses aos municípios

Questionado sobre as críticas relacionadas aos repasses estaduais para Campo Grande, Riedel afirmou que a distribuição dos recursos segue uma fórmula que considera indicadores como população, território e atividade econômica.

“O restante do Estado tem crescido mais que Campo Grande. E Campo Grande tem perdido parte dessa arrecadação, que não é o governador que decide”, afirmou.

O governador também atribuiu parte das dificuldades enfrentadas pela Capital à instabilidade política dos últimos anos. “Campo Grande, já falei isso por mais de uma vez, ela é vítima de uma situação política de pelo menos 10 anos, da instabilidade política e de alguns problemas que as lideranças de Campo Grande trouxeram à nossa Capital.”

Riedel citou ainda obras de pavimentação realizadas pelo Estado e afirmou que pretende continuar avançando em infraestrutura nos municípios.

Segurança pública e fronteira

A segurança pública foi outro dos principais assuntos da sabatina. Ao responder sobre o combate ao crime organizado na região de fronteira, Riedel afirmou que o Estado vive um forte enfrentamento entre facções criminosas.

“A gente está com os maiores índices de homicídio da nossa história nesse ano, porque a nossa polícia tem feito um enfrentamento com as facções criminosas, que estão em guerra entre eles, pelo domínio de rotas do tráfico”, declarou.

Riedel afirmou ainda que Mato Grosso do Sul é o segundo Estado que mais apreende drogas no país e citou cerca de 600 toneladas apreendidas no ano passado.

Para os próximos anos, defendeu a continuidade dos investimentos nas forças de segurança. “Temos que continuar fazendo investimento. Em tecnologia e infraestrutura, para os nossos profissionais e nos próprios profissionais.”

O governador também cobrou maior participação do governo federal na segurança da fronteira. “Nós vamos cobrar duramente o governo federal por mais investimento na nossa fronteira em segurança pública.”

Mudanças climáticas e resposta às tempestades

Os temporais que atingiram Mato Grosso do Sul também foram tema da entrevista. Riedel afirmou que o Estado possui sistemas de alerta e defendeu ações de prevenção para reduzir os impactos dos eventos extremos.

“O nosso papel está pronto para poder, primeiro, criar uma estrutura de prevenção. Então, o Estado está com todos os sistemas de alertas funcionando bem.”

Ao falar sobre os efeitos da tempestade que atingiu Campo Grande, o governador criticou a atuação da Energisa no restabelecimento do fornecimento de energia. “Não foi boa a resposta da Energisa. Tem que registrar isso aqui”, afirmou.

Segundo Riedel, apesar de a empresa ter mobilizado mais de 800 profissionais, o serviço não foi normalizado no tempo esperado em parte da Capital.

O governador também destacou a atuação da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Agesul e apontou drenagem e infraestrutura como medidas de prevenção.

Saúde

A falta de medicamentos nos postos de saúde foi abordada a partir da pergunta de um morador de Campo Grande. Riedel reconheceu que o problema tem sido recorrente na Capital, mas ressaltou que a atenção básica é responsabilidade do município.

“O Estado de Mato Grosso do Sul cuida da média, da alta complexidade. E ele tem ajudado muito o município de Campo Grande”, afirmou.

O governador destacou a remodelagem do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e disse que o projeto deve ampliar significativamente a capacidade de atendimento. “Nós vamos dobrar praticamente, aumentar em 60% o número de leitos, mas praticamente dobrar o atendimento.”

Riedel também afirmou que o Estado continuará apoiando Campo Grande e defendeu melhorias na regulação de pacientes. “É fundamental que a gente consiga avançar nesse modelo de regulação, avançar no número de leitos e a prefeitura trabalhar forte na atenção primária.”

Corrupção e caso da “fila da morte”

Questionado sobre o caso envolvendo a regulação da saúde que desviou mais de R$ 27 milhões dos cofres públicos de Mato Grosso do Sul, que ficou conhecido como “fila da morte”, Riedel afirmou que o governo adota medidas quando identifica possíveis irregularidades.

“Nós temos tolerância zero com a corrupção ou com o mal feito”, declarou.

O governador também destacou a atuação da Controladoria-Geral do Estado em conjunto com outros órgãos de fiscalização e investigação. “Isso a gente tem buscado de maneira permanente, não só na correção, como de maneira preventiva.”

Segundo Riedel, mais de 189 empresas foram sancionadas nos últimos três anos e cerca de R$ 25 milhões foram recuperados em ações administrativas.

Ele afirmou ainda que pretende fortalecer a atuação integrada entre os órgãos de controle. “Nós vamos manter e fortalecer essa rede, mas todos os poderes”

Desenvolvimento da região norte

A diferença no ritmo de desenvolvimento entre as regiões do Estado também foi discutida durante a sabatina.

Riedel reconheceu que municípios do norte podem não ter percebido a mesma intensidade de crescimento registrada em outras regiões e apontou a ausência de grandes empreendimentos como uma das razões.

Ele citou investimentos em frigoríficos em Coxim e o avanço das florestas plantadas na região. Para o futuro, o governador defendeu investimentos em infraestrutura e turismo.

“A gente tem que investir cada vez mais na estratégia da região norte. Infraestrutura é importante, infraestrutura para o Pantanal, que tem uma relação muito próxima com o Pantanal. O turismo, que a gente tem que profissionalizar cada vez mais naquela região.”

Relação com o governo federal

Riedel também foi questionado sobre sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sobre seu posicionamento político. O governador afirmou que, apesar das diferenças políticas, manteve uma relação administrativa com o governo federal.

“Minha relação com o presidente Lula foi sempre de muito respeito. É uma relação administrativa importante para o Mato Grosso do Sul.”

Riedel declarou apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e criticou a política econômica do governo federal. “Eu acredito que é muito importante uma mudança de rumo no Brasil. O Brasil não está bem. A economia brasileira não está bem.”

O governador também defendeu uma agenda de reformas no país.

“O Brasil precisa, na minha avaliação, de uma readequação de toda a sua administração. Uma reforma política, uma reforma administrativa.”

Balanço da gestão e planos para um novo mandato

Na parte final da sabatina, Riedel fez um balanço dos quase quatro anos de governo e citou investimentos em infraestrutura, rodovias, pavimentação, saneamento, educação e saúde.

Ele também destacou a atração de investimentos privados e a adoção de sustentabilidade e tecnologia como eixos da administração.

“Imprimimos nesse crescimento a sustentabilidade e a tecnologia, valores centrais do nosso governo.”

Riedel afirmou que os investimentos tiveram como objetivo ampliar oportunidades para a população e citou indicadores sociais para sustentar a avaliação. “A consequência disso tudo foi uma queda da taxa de pobreza de 21,3% para 17,7%.”

O governador também destacou o indicador de mobilidade social apresentado durante a entrevista. “Nós somos o primeiro estado colocado no Brasil em mobilidade social”, afirmou.

Segundo os números citados por Riedel, 56% das pessoas em situação de vulnerabilidade teriam possibilidade de ascender socialmente, contra uma média nacional de 40%.

Ao falar sobre um eventual novo mandato, o governador afirmou que pretende ampliar as políticas públicas já adotadas.

“Eu quero potencializar isso para gerar qualidade de vida para a nossa gente.”

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