Campo Grande

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Duas tragédias em menos de uma semana sensibilizam moradores do Zé Pereira

Vera Lucia foi assassinada na Rua Sagarana no dia 16; cinco dias depois, menino de 11 anos morreu atropelado por ônibus no mesmo bairro

23/09/2026 às 17:00 | Atualizado 23/09/2026 às 13:30 Sarai Brauna
Reprodução/redes sociais

Duas mortes registradas em menos de uma semana deixaram moradores do Zé Pereira abalados e levantaram preocupações sobre a segurança na região. Os casos aconteceram próximos à Rua Sagarana, onde a empresária Vera Lucia Rossate da Cunha foi assassinada no dia 16 e, cinco dias depois, o menino Davi Bruno Correa dos Santos, de 11 anos, morreu atropelado por um ônibus enquanto andava de bicicleta.

A sequência de mortes fez moradores da região relatarem preocupações diferentes sobre a segurança nas ruas do bairro. Na Rua Sagarana, moradores apontaram que o trecho é estreito e concentra diversos estabelecimentos comerciais. Segundo eles, veículos costumam ficar estacionados dos dois lados da via, reduzindo ainda mais o espaço destinado à circulação.

Eles também afirmam que acidentes são frequentes no local, embora a maioria não tenha consequências graves. Para alguns moradores, seria necessário reforçar a fiscalização, avaliar um reordenamento do trânsito ou até estudar mudanças no trajeto dos ônibus.

A região conta com redutores de velocidade, inclusive próximo ao ponto onde aconteceu o acidente que matou Davi. Ainda assim, moradores avaliam que outras medidas poderiam ajudar a tornar o trecho mais seguro.

Outros moradores, por outro lado, destacam a necessidade de atenção de motoristas, ciclistas e pedestres. Para eles, pais também precisam orientar e acompanhar crianças que circulam de bicicleta pelas ruas, principalmente em locais com grande movimentação de veículos.

Há ainda quem considere que as duas mortes foram situações distintas e que não seria possível apontar uma única medida que pudesse ter evitado as tragédias.

Os casos 

O primeiro caso aconteceu na quarta-feira (16). Vera Lucia foi morta a tiros pelo próprio irmão dentro do comércio da família, na Rua Sagarana. Segundo informações apuradas na época, o homem já vinha fazendo ameaças contra a irmã e a responsabilizava por uma internação compulsória relacionada ao uso de drogas.

No dia do crime, os dois teriam discutido antes dos disparos. Vera foi atingida na cabeça e morreu no local. O irmão também atirou contra a própria cabeça e morreu. O caso foi registrado como feminicídio seguido de suicídio.

Cinco dias depois, na segunda-feira (21), a região voltou a ser palco de uma ocorrência fatal. Davi Bruno, de 11 anos, estava de bicicleta quando se envolveu em um acidente com um ônibus.