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Investigado por desvio de cocaína, delegado fugiu de casa durante a madrugada em Campo Grande
Policiais fizeram buscas na residência de Hoffman D'Ávila Cândido e Souza, apreenderam celular e computador, mas não o localizaram; câmeras de segurança da vizinhança são procuradas
Hoffman D'Ávila Cândido e Souza, alvo de mandado de prisão e de busca e apreensão na Operação Infiltrados, teria saído de casa durante a madrugada desta quinta-feira (24), antes da chegada dos policiais. Ele não foi localizado durante as diligências, e as equipes agora buscam imagens de câmeras de segurança da vizinhança para tentar esclarecer o momento em que deixou o imóvel.
Durante as buscas na residência, localizada na Rua Estrela do Norte, no Bairro Carandá Bosque, os policiais apreenderam um celular e um computador. Apesar do mandado de prisão, Hoffman não foi encontrado e, até o momento, não foi preso.
A primeira informação, no entanto, apontava que o policial havia sido detido. No entanto, durante as diligências, as equipes foram informadas de que ele teria saído do imóvel ainda durante a madrugada. Por isso, estão solicitando imagens de câmeras de segurança de casas e estabelecimentos próximos para verificar a movimentação na região.
O policial era delegado titular da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). A ação ocorre meses após ele ser transferido para o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e pouco depois ser novamente remanejado, assumindo a 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.
Hoffman é um dos alvos da Operação Infiltrados, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), para investigar um esquema de desvio de drogas apreendidas por policiais e posterior repasse a traficantes.
Segundo o Ministério Público, a organização criminosa atuava de duas formas: omitindo parte dos entorpecentes apreendidos nos registros oficiais das ocorrências ou retirando drogas diretamente dos depósitos de delegacias. A cocaína era o principal alvo do esquema.
As investigações apontam que os entorpecentes desviados eram entregues a traficantes ligados ao grupo, responsáveis por reintroduzir as drogas no mercado ilegal.
A operação cumpre 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos. Até o momento, foram presos nove policiais civis, dois militares e um policial penal.
As investigações começaram em outubro de 2025, a partir de provas encontradas durante as operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco.