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Ação policial tem tiros de borracha e gás lacrimogênio na Rua 14 de Julho (vídeo)
Intervenção para dispersar aglomeração provocou polêmica nas redes sociais
A Polícia Militar utilizou balas de borracha e gás lacrimogênio para dispersar uma aglomeração neste sábado (26) na Rua 14 de Julho, no centro de Campo Grande.
A intervenção repercutiu nas redes sociais após o filmmaker e criador de conteúdo Mateus Borin publicar um vídeo narrando a aproximação dos agentes. Na gravação, ele foge dos disparos e da fumaça, pedindo apoio para a manutenção da atividade noturna na via.
Borin argumentou que a região carece de auxílio e criticou a postura do poder público. "Tá aí as forças policiais, que era pra prezar pela segurança, mas estão aí pra fechar, pra expulsar o pessoal. Claro, eles estão fazendo o trabalho deles. Mas esse é um clamor que não somente os comerciantes faz, mas a comunidade em geral faz", afirmou.
O produtor de conteúdo cobrou um posicionamento político sobre o tema. Ele definiu o local como um espaço de lazer acessível e questionou a truculência da abordagem. "A gente trabalha pra caramba, paga imposto, sustenta essa massa corrupta, e eles mandam a força que é pra atuar na segurança reprimir a gente", disse na publicação.
Apesar das reclamações registradas no vídeo, parte das reações nos comentários foi de defesa ao trabalho da corporação. Internautas justificaram o apoio à polícia relatando que as aglomerações geram sujeira, consumo de drogas e tumultos frequentes. Um dos comentários chegou a comparar o ambiente a uma cracolândia.
Moradores da região rebateram o argumento de que a comunidade aprova as festas na rua. Um internauta destacou que o barulho passa do horário permitido e afeta o descanso da vizinhança, exigindo sossego. Outro seguidor relembrou um homicídio recente ocorrido no mesmo ponto para pontuar a contradição do público, afirmando que as pessoas reclamaram da ausência de policiamento na época do crime e agora criticam a presença das viaturas.
A reportagem procurou a Polícia Militar e a prefeitura de Campo Grande para esclarecimentos sobre o episódio e políticas públicas para a região, mas ainda não obteve retorno. O espaço fica aberto para manifestação.