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Delcídio Amaral defende tecnologia na segurança e critica estagnação na saúde (vídeo)
Candidato ao governo pelo PRD detalhou propostas para o estado e relembrou absolvição judicial durante sabatina
Candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PRD, Delcídio Amaral foi sabatinado pelo TopMídiaNews na manhã deste domingo (27). Na entrevista, ele apresentou propostas para a saúde, educação, segurança pública e logística, além de relembrar sua trajetória política.
Ao jornalista Vinícius Squinelo, Delcídio alegou que já demonstrou sua capacidade de gestão através da experiência prévia como engenheiro do setor elétrico, com cargos de direção na usina de Tucuruí, Eletrobras e Petrobras, além do período em que atuou como senador da República.
Questionado sobre a prisão que enfrentou em 2015, o político classificou o período como a experiência mais difícil de sua vida. Ele destacou que a acusação se referia a obstrução de Justiça, e não a corrupção. Amaral garantiu ter provado sua inocência sem recorrer a prescrições ou manobras jurídicas. "Passei pela primeira instância. Passei pela segunda instância. Transitado e julgado por unanimidade", declarou.
A saúde pública foi definida pelo candidato como o grande gargalo estrutural, afirmando que o setor se encontra na UTI. Ele criticou o uso da tabela defasada do SUS (Sistema Único de Saúde) e a falta de equipamentos básicos nos hospitais.
Para aliviar a crise financeira da Santa Casa, sugeriu soluções diretas, como a instalação de energia solar para reduzir os custos com eletricidade. O plano foca na tecnologia, propondo atendimento médico à distância e um cadastro unificado para dar agilidade aos diagnósticos.
Ao comparar a disputa atual com sua candidatura em 2014, o ex-senador observou que o programa desenhado para o estado continua praticamente inalterado. A justificativa é que as antigas promessas de regionalização do atendimento médico e modernização da malha ferroviária não saíram do papel nas gestões recentes.
A criminalidade nas fronteiras também pautou a conversa. Segundo o candidato, Mato Grosso do Sul registra um déficit de aproximadamente 4 mil agentes de segurança pública. Amaral criticou a limitação da estratégia governamental à compra de viaturas e armamentos.
Em sua proposta, ele prevê o combate ao crime organizado mediante o monitoramento digital contínuo, com a aplicação de satélites, drones e helicópteros equipados com câmeras de alta precisão.
Veja a entrevista completa: