Polícia

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Advogado é preso por suspeita de vazar informações de operação que prendeu delegado e policiais

Além do mandado de prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão

29/09/2026 às 10:12 | Atualizado 29/09/2026 às 10:38 Brenda Souza
Advogado Amilton Ferreira de Almeida - Berlim Caldeirão

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) prendeu temporariamente nesta terça-feira (29) o advogado Amilton Ferreira de Almeida, suspeito de vazar informações sigilosas sobre a Operação Infiltrados, deflagrada na última quinta-feira (24), em Campo Grande. A ação faz parte da segunda fase da operação, batizada de Obstructio.

Além da prisão, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu dois mandados de busca e apreensão na Capital. A investigação apura o repasse ilegal de informações sobre as medidas que seriam cumpridas durante a operação.

Segundo o MPMS, já existem evidências de que informações sobre a ação policial foram comunicadas de forma criminosa antes do cumprimento das ordens judiciais. O vazamento teria prejudicado diretamente a investigação sobre a atuação de uma organização criminosa.

A Operação Infiltrados foi deflagrada na quinta-feira (24) para investigar integrantes de uma organização criminosa. Segundo o MPMS, durante a apuração foram identificados indícios de que informações sigilosas sobre as medidas judiciais teriam sido obtidas e repassadas indevidamente.

Por se tratar de um advogado, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanharam o cumprimento das medidas.

O nome Obstructio, em latim, faz referência a obstrução ou criação de obstáculos. Segundo o MPMS, a denominação está relacionada à suspeita de obtenção indevida de informações com o objetivo de dificultar ou impedir o cumprimento de medidas judiciais.

A investigação continua para esclarecer a origem do vazamento, identificar quem teve acesso às informações e verificar de que forma o repasse interferiu no cumprimento das medidas determinadas pela Justiça.