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Operação das eleições mobiliza 3,5 mil agentes contra furtos, assédio e crimes eleitorais (vídeo)
Operação começa às 6h30 no dia da votação; Campo Grande, Dourados e municípios da fronteira terão atenção especial
Entre 3 mil e 3,5 mil agentes das forças de segurança serão mobilizados para atuar durante as eleições em Mato Grosso do Sul. O esquema especial terá reforço em diferentes regiões do Estado e foco em ocorrências que tiveram maior incidência em pleitos anteriores, como furtos de veículos no entorno dos locais de votação, violência doméstica, assédio contra mulheres e crimes eleitorais.
Segundo o secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, o efetivo será reforçado a partir das 6h30 do dia 2 de outubro. No mesmo horário, começa a atuação do CICC (Centro Integrado de Comando e Controle), que ficará responsável por integrar e acompanhar as ações durante o período eleitoral.
Um dos principais pontos de atenção será o entorno dos locais de votação. Conforme explicado durante a coletiva, houve em eleições anteriores uma incidência elevada de furtos de veículos estacionados próximos às zonas eleitorais.
A situação ocorre principalmente porque muitos eleitores deixam carros e motocicletas estacionados enquanto aguardam em filas para votar. Diante desse histórico, as forças de segurança vão intensificar o policiamento nessas áreas.
Outro foco será a prevenção de casos de violência doméstica. Segundo o secretário, esse tipo de ocorrência também apresentou aumento em um raio de aproximadamente 100 a 150 metros dos locais de votação em eleições anteriores.
A subcomandante da Polícia Militar, coronel Neide, afirmou ainda que o assédio contra mulheres também estará entre as prioridades do policiamento. Conforme relatado durante a coletiva, esse tipo de ocorrência apresenta maior incidência no período eleitoral e nas proximidades dos locais de votação.
Campo Grande e fronteira terão atenção especial
Campo Grande terá atenção diferenciada por concentrar cerca de 31% do eleitorado de Mato Grosso do Sul, segundo o secretário-executivo.
Dourados e municípios da região sul também estarão entre as áreas que receberão reforço, especialmente localidades da faixa de fronteira, como Ponta Porã, Paranhos e Mundo Novo.
Conforme explicado durante a coletiva, essas regiões são consideradas pontos de preocupação por apresentarem registros de crimes eleitorais acima da média em pleitos anteriores.
Entre as práticas que serão fiscalizadas estão boca de urna, derramamento de santinhos, compra de votos, aglomeração e uniformização irregular de eleitores.
Em caso de ocorrência, seja crime comum ou eleitoral, a orientação das forças de segurança é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Sem Lei Seca
Mato Grosso do Sul não terá Lei Seca durante as eleições. Isso significa que não haverá proibição geral do consumo de bebidas alcoólicas.
Apesar disso, Wagner Ferreira da Silva ressaltou que o eleitor não pode comparecer ao local de votação embriagado a ponto de provocar tumulto ou cometer alguma infração.
As rodovias estaduais também terão policiamento reforçado, com atenção especial ao consumo de álcool por motoristas e à prevenção de acidentes.
A Polícia Civil disponibilizará cerca de 600 agentes para atuar durante as eleições.
Segundo o diretor do Departamento de Polícia Especializada, Ivan Barreira, a instituição trabalhará de forma supletiva nos municípios onde não houver presença da Polícia Federal.
O Corpo de Bombeiros também ficará de prontidão, especialmente para ocorrências relacionadas às intempéries, em atuação conjunta com a Defesa Civil.
Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193, enquanto a Defesa Civil atende pelo 199.
A operação contará ainda com três aeronaves, que poderão ser utilizadas no atendimento de ocorrências graves e no apoio ao TRE, inclusive em situações que exijam remoção ou substituição emergencial de urnas.