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Enquanto temporais destroem Campo Grande, prefeitura deverá cortar 91% no Fundo do Meio Ambiente
Vereador questiona redução para R$ 370 mil para 2027; histórico recente inclui árvores sobre carros e reclamações de pedidos de poda
A proposta de orçamento de Campo Grande para 2027 prevê reduzir de aproximadamente R$ 4,4 milhões para R$ 370 mil os recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente. A queda, superior a 91%, foi questionada pelo vereador Maicon Nogueira (PP) nesta quarta-feira (30) após uma sequência de danos provocados por temporais na Capital.
O parlamentar afirmou que o fundo poderia contribuir com ações de manutenção e poda de árvores e cobrou explicações sobre a redução. “Quem que toma essa decisão de jogar menos recurso numa área tão importante, sendo que a gente está tendo aí vários eventos climáticos em Campo Grande?”, perguntou.
A cobrança ocorre após o temporal de 10 de setembro, que provocou quedas de árvores e postes, interrupções de energia de mais de 5 dias e danos a imóveis e equipamentos públicos. Por conta dos danos causados, Campo Grande decretou estado de emergência para conseguir aportes e recuperar a cidade.
Mas não é só na chuva que o fundo é importante, isso porque até mesmo sem os temporais as árvores podres seguem caindo em Campo Grande. Outro caso ocorreu na terça-feira, 29 de setembro, no Parque Lageado. Conforme reportagem publicada no dia seguinte, uma árvore atingiu dois veículos na região da Rua Avelina Selingarte. Uma família com duas crianças havia acabado de sair de um dos carros.
O comerciante Vinicius Campos afirmou ao TopMídiaNews que havia aberto chamados para poda na Defesa Civil e no Corpo de Bombeiros, mas não recebeu resposta antes da queda. Ninguém ficou ferido, e a árvore foi retirada posteriormente.
Na audiência, Maicon avaliou que a previsão de R$ 370 mil esvazia o fundo ambiental. “Praticamente, não existe agora o fundo”, criticou.
O secretário de Fazenda, Isaac José de Araújo, não explicou de imediato a razão da diferença. Pediu que o questionamento fosse incluído em um ofício para resposta posterior e afirmou que as receitas do fundo são vinculadas, incluindo recursos provenientes de multas ambientais.
No mesmo debate, Otávio Trad reconheceu uma previsão de aumento de 156,30% para a Defesa Civil, mas perguntou onde estavam os recursos para manejo e poda de árvores.
A audiência terminou sem uma explicação específica para a queda do fundo ambiental ou um detalhamento das ações que poderão ser financiadas pelos R$ 370 mil.