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Flávio venceu Lula em Aparecida, cidade do Santuário de Nossa Senhora
Santuário é casa de Nossa Senhora Aparecida, centro de polêmica envolvendo os dois candidatos
Flávio Bolsonaro (PL) venceu o presidente Lula (PT) na cidade de Aparecida, município no interior de São Paulo, que é sede do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, santa que foi envolvida em polêmicas dias antes das eleições.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio somou 12.371 votos, total que constitui 58,30%; o petista acumulou 6.815 votos, um equivalente a 32,12%. O terceiro candidato com mais votos foi Augusto Cury (Avante), que atingiu 3,55% com 753 votos.
No geral, Aparecida registrou 21.218 votos válidos para presidente, o que corresponde a 96,32% dos votos apurados. Também foram contabilizados 393 votos em branco (1,78%) e 417 nulos (1,89%).
Entenda a polêmica de Nossa Senhora com as eleições
A polêmica começou com rumores nas redes sociais afirmando que Flávio Bolsonaro teria um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, usando, fora de contexto, a frase “quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, dita pelo presidenciável durante um vídeo em que ele explicava sua ausência em um dos debates presidenciais.
Poucas horas após os boatos aumentarem, o candidato foi às redes sociais para desmentir as publicações, afirmando que essas postagens seriam “fake news inventadas pela milícia do PT”.
A proposta utilizada como referência nas postagens é, na verdade, de 2007 e foi apresentada pelo então deputado federal Professor Victório Galli (à época, do antigo PMDB). O projeto pretendia mudar a lei do feriado do dia 12 de outubro e também trocar a expressão ''padroeira do Brasil''por ''padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos''.
Flávio acionou a Justiça Eleitoral, afirmando que estava sendo vítima de “desinformação”. O pedido liminar do presidenciável foi atendido pelo vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, que ordenou que as plataformas digitais removessem milhares de publicações envolvendo a santa e os candidatos ao Planalto.
Na sequência, o ministro Flávio Dino suspendeu a decisão de Mendonça e reestabeleceu o retorno das postagens às redes sociais, com o ministro afirmando que tal determinação''feria a liberdade de expressão''.