há 1 hora
Aos 2 anos, criança que nasceu prematura luta para retirar traqueostomia e ter uma vida normal
Bernardo nasceu com 30 semanas de gestação, passou quatro meses internado e precisa de exame de R$ 4 mil para avaliar possibilidade de retirada do dispositivo
Aos 2 anos, Bernardo Ojeda de Almeida já enfrentou os primeiros desafios de uma vida que começou antes do tempo. Nascido prematuro, com 30 semanas e dois dias de gestação, ele precisou permanecer cerca de quatro meses internado e intubado. Durante esse período, desenvolveu uma estenose na traqueia e passou a depender de uma traqueostomia para respirar.
Hoje, além da traqueostomia, o menino tem cardiopatia e microcefalia. Apesar das dificuldades, Bernardo está mais perto de uma possibilidade que pode mudar a rotina dele: retirar a traqueostomia. Para isso, porém, ele precisa passar por uma broncoscopia com anestesia, exame solicitado por um médico da área torácica para avaliar as condições da traqueia e verificar se o procedimento de retirada é possível.
A mãe Tailine Gimenes Ojeda contou para o TopMídiaNews que tentou conseguir o exame pela rede pública, mas afirma que recebeu uma negativa do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo os responsáveis, o procedimento não foi autorizado porque, na rede pública, o exame seria disponibilizado apenas para pacientes a partir dos 12 anos.
Sem condições de arcar com o custo, estimado em cerca de R$ 4 mil, a família decidiu pedir ajuda.
A expectativa é que, caso o exame indique que Bernardo pode retirar a traqueostomia, ele tenha mais liberdade no dia a dia. A mãe conta que sonha em ver o filho frequentando a escola, falando e tendo menos problemas respiratórios.
“Vai poder ir à escola, vai falar e não vai ter mais internação por infecção respiratória”, contou.
Além do exame, Bernardo também precisa passar por uma cirurgia para tratar uma hérnia. A família chegou a ser chamada pelo Hospital Cândido Mariano, mas o procedimento não foi realizado porque, segundo os responsáveis, a unidade não teria suporte para atender às necessidades da criança. O caso voltou para a regulação, na tentativa de conseguir uma vaga no Hospital Regional.
Família pede ajuda
Sem condições para conseguir pagar o tratamento, familiares de Bernardo criaram uma vaquinha solidária para arrecadar os R$ 4 mil necessários para a realização da broncoscopia com anestesia.
Quem quiser ajudar pode encaminhar qualquer valor para o Pix por meio da chave (67) 9 9266-8321.