Política

há 1 hora

Gaeco investiga fraude em obra de R$ 18 milhões em hospital de Sidrolândia (vídeo)

Fraudes também se davam na compra de aparelhos de UTI

07/10/2026 às 09:29 | Atualizado 07/10/2026 às 09:48 Thiago de Souza
Jacob foi um dos presos na operação - Redes sociais

Gaeco e Gecoc saíram às ruas na manhã desta quarta-feira (7) para cumprir três mandados de prisão e 25 de busca e apreensão, em Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria. É a segunda fase da ‘’Dirty Pix’’, que apura desvios de recursos públicos na compra de bens e serviços do Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. 

Conforme já adiantado pelo TopMídiaNews, uma das equipes do MPE amanheceu na casa do presidente do hospital da cidade do interior, Jacob Breure, que foi preso. Na divulgação da operação, o MPE destacou que as suspeitas começaram a partir da compra de um aparelho de ressonância magnética e autoclave, fruto de convênio entre o hospital e o Governo de MS. 

Segundo o Sidrolândia News, outros dois presos são Júlio César Alves da Silva e a policial civil Cristina Rosa. 

Após a primeira fase da operação, em novembro de 2025, diz o MPE, foram identificadas suspeitas de desvios de outros contratos celebrados pelo hospital. Entram na lista de investigação a compra de materiais para UTI e obras de reforma da unidade de saúde, cujo valor passa de R$ 18 milhões. 

O MPMS constatou que os planos de trabalho tinham informações fraudulentas, com superfaturamento de bens e serviços. Além disso, as empresas contratadas tinham alinhamento com o núcleo investigado. 

O nome da operação se dá em razão de o dinheiro desviado ser repassado para agentes políticos, servidores e empresários por PIX. Consta que os suspeitos cometiam abuso de poder financeiro e usavam meios para obstruir as investigações em andamento. 

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