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Prefeitura deve quase R$ 3 milhões à Produserv; empresa atuou por fora do contrato

Em seis anos, empresa denunciada pelo Conselho de Saúde faturou R$ 36 milhões

07/10/2026 às 16:55 | Atualizado 07/10/2026 às 16:04 Thiago de Souza
Produserv denunciada pelo Conselho - Reprodução CMS - arquivo

Prefeitura de Campo Grande publicou, nesta terça-feira (6), reconhecimento de dívida de R$ 2,8 milhões com a Produserv. A terceirizada foi denunciada pelo Conselho Municipal de Saúde por serviço precário na limpeza de postos de saúde da Capital. 

O contrato com a Produserv começou em 2020 e se encerrou, mas a terceirizada continuou prestando serviços, mesmo sem a cobertura e segurança de um contrato. O montante devido é pelos mês de agosto. 

Ainda conforme o Diário Oficial, há uma sindicância e processo administrativo que apuram a atuação da empresa após o contrato finalizar. 

Produserv recebeu R$ 36 milhões em seis anos (Foto: Equipe André Luis)

Precário 

O Conselho Municipal de Saúde denunciou a Produserv, no início do ano, por prestação precária de serviços nas unidades de saúde da Capital. A empresa tinha diversas atribuições, como limpeza e conservação das unidades de saúde; limpeza de centros de referência da Sesau; limpeza de viaturas usadas no transporte de pacientes, controle de pragas, desinsetização e combate a cupins e ratos, além da higienização de caixas d’água. 

O principal alerta do CMS foi o déficit de mão de obra: em 78 unidades vistoriadas, foram encontrados 108 profissionais, enquanto a necessidade mínima estimada seria de 189 —  diferença de 83 trabalhadores.

Além da falta de pessoal, o relatório registra problemas com insumos, equipamentos, manutenção, limpeza e cumprimento de rotinas. Também foram colhidos relatos de trabalhadores sobre atrasos em salários, vale-alimentação e vale-transporte, além de funcionários que afirmaram estar há anos sem tirar férias.

Outro ponto considerado preocupante é que, mesmo diante das falhas apontadas, os pagamentos à Produserv aparentavam estar regulares. O relatório ainda resgata denúncias trabalhistas anteriores contra a empresa, apresentadas na Câmara Municipal, ainda em 2025.