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Paciente denuncia migração de 'canto a canto' de ambulatório de saúde mental e pede retorno ao CEM

Serviço saiu do Centro, foi para a Vila Almeida e está programado para mudar para o Universitário

12/10/2026 às 15:15 | Atualizado 09/10/2026 às 10:57 Dayane Medina
Ámbulatório está localizado na Vila Almeida, mas em breve vai para a região do Universitário - Repórter Top

Mudanças de endereço do ambulatório de saúde mental do SUS (Sistema Único de Saúde) revoltam pacientes que reclamam da dificuldade para atravessar Campo Grande em busca de atendimento. Uma usuária de 50 anos afirma que a distância prejudica principalmente quem mora nas regiões mais afastadas da cidade.

Segundo a paciente, o atendimento funcionava no CEM (Centro Especializado Municipal), na região central, foi transferido para a Vila Almeida em maio de 2025 e agora deve passar por uma nova mudança para a região do bairro Universitário.

Ao TopMídiaNews a paciente relata que o ambulatório atende usuários de várias regiões de Campo Grande e não funciona de forma regionalizada. Por isso, segundo ela, concentrar o serviço em bairros mais afastados da área central aumenta a dificuldade de deslocamento para quem mora nas extremidades da cidade.

“Desde quando nós viemos pra cá, a gente está na luta de voltar para a área central”, afirma.

Em dias de chuva, o problema fica ainda maior. “Os pacientes chegam ali reclamando da distância, pedindo para voltar para o centro. Quando está chovendo, tem gente que pega Uber e paga muito caro, R$ 60 ou mais”, detalha.

Segundo a usuária, o ambulatório atende pacientes de psiquiatria e psicologia, além de públicos específicos, como gestantes de alto risco, crianças e adolescentes, vítimas de violência sexual e familiares de mulheres vítimas de feminicídio.

Para a paciente, a mudança para a Vila Almeida já impactou no atendimento de quem precisa de um desses atendimentos e chegou a afetar a permanência de profissionais. “Era para reformular, conseguir mais médico, mas deu o efeito ao contrário. Nós perdemos os profissionais. Perdemos bastante profissional”, lamenta.

Na avaliação da paciente, a nova mudança pode facilitar o acesso apenas para quem mora naquela região, mas manteria o problema para usuários de bairros mais distantes. “Isso aí vai beneficiar só os pacientes de lá. Para quem vem do Nova Lima, Jardim Colúmbia e outras regiões, continua longe”, reclama.

Para a usuária, o retorno ao CEM ou a outro endereço na região central seria a melhor alternativa para facilitar o acesso ao serviço. “O pedido dos pacientes é para voltar para o centro, precisamos ser ouvidos”, disse.

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para saber o motivo das sucessivas mudanças de endereço do ambulatório de saúde mental e se existe possibilidade de retorno ao CEM ou a outra unidade na região central e aguarda retorno.