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há 1 hora

Soraya Thronicke terá de indenizar vice de Flávio por falsa acusação de estupro

Senadora de MS tentava livrar Lulinha de indiciamento na CPI do INSS

09/10/2026 às 16:09 | Atualizado 09/10/2026 às 15:10 Thiago de Souza
Soraya questiona sentença - Andressa Anholete - arquivo

Senadora em fim de mandato, Soraya Thronicke (PSB) terá de indenizar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL) após acusa-lo falsamente de estupro. O valor é de R$ 50 mil. 

Conforme a Revista Veja, a decisão é da Justiça de Alagoas, estado onde vivem os personagens envolvidos na falsa denúncia e a suposta vítima. 

A decisão considerou que a imputação feita pela senadora não tinha respaldo probatório mínimo e extrapolou os limites da liberdade de expressão. 

''O acervo probatório produzido nestes autos não revela qualquer elemento capaz de conferir sustentação objetiva à acusação formulada contra o autor'', avaliou o juiz Henrique Gomes de Barros Teixeira. O magistrado afastou a imunidade parlamentar e concluiu que as declarações atingiram a honra e a imagem de Gaspar. 

''A imunidade parlamentar existe para garantir a independência do mandato, não para converter o parlamentar em pessoa juridicamente imune à responsabilidade por manifestações que, embora inseridas em ambiente político, extrapolem os limites da prerrogativa constitucional'', avaliou. 

Ainda segundo a publicação da revista, A sentença levou em consideração que um pedido da PF para investigar o caso foi rejeitado na segunda-feira pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, também por falta de elementos. 

CPI 

Alfredo diz que a acusação sem fundamento algum foi usado por Soraya para pressioná-lo a não incluir Lulinha, filho do presidente, como indiciado na CPI do INSS. A acusação teria sido arquitetada pela senadora junto do deputado federal Lindbergh Faria (PT). No final, o relatório com o indiciamento de Fábio Luis da Silva foi rejeitado.

Resposta

Soraya disse que ainda não foi intimada e que o processo correu sem direito ao contraditório. Também expôs que a Advocacia do Senado Federal pediu produção de prova testemunhal, que fora negado. 

''A senadora reafirma que jamais declarou que o deputado Alfredo Gaspar seria pai de determinada pessoa. Sua atuação limitou-se a encaminhar às autoridades competentes uma notícia-crime recebida em seu gabinete, referente a uma suspeita de estupro de vulnerável. Segundo a defesa, o encaminhamento era necessário diante do dever de comunicar fatos dessa natureza às autoridades, uma vez que a omissão poderia, em tese, configurar prevaricação'', diz trecho do comunicado à imprensa. 

Em outro trecho, Thronicke diz que, em caso de condenação mantida, vai apurar se houve irregularidades no julgamento e pode levar o caso ao Conselho Nacional de Justiça.