Campo Grande

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Em tratamento contra câncer, mãe pede justiça por filho morto após espancamento no Tijuca

Enquanto enfrenta câncer de mama e se prepara para cirurgia, mulher tenta lidar com o luto e cobra respostas pela morte de Fabiano Pereira da Silva

15/10/2026 às 07:00 | Atualizado 14/10/2026 às 07:41 Dayane Medina
Mãe da vítima passa por processo doloroso, mas não quer deixar a morte do filho de lado - Repórter Top

Enquanto se prepara para uma cirurgia no tratamento contra o câncer de mama, Josefa Pereira da Silva, de 64 anos, também busca respostas para a morte do filho, Fabiano Pereira da Silva, após um espancamento em setembro, na região do bairro Tijuca, em Campo Grande. Debilitada e sem condições de acompanhar de perto a investigação, ela pede respostas da polícia e pede que o caso não caia em esquecimento.

Fabiano foi encontrado desacordado no dia 3 de setembro, em frente a um supermercado na Avenida Gunter Hans, na região do bairro Tijuca. Gravemente ferido, principalmente na cabeça, ele foi levado para a Santa Casa, onde permaneceu internado por 19 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas morreu no dia 24 de setembro.

Abalada com a perda do irmão e com a situação delicada da mãe prestes a retirar as mamas, Fábia Pereira da Silva, de 45 anos, pede ajuda por informações dos autores, ou de quem tenha imagens de câmera de segurança que possam ajudar a identificar os autores das agressões. 

“Eu quero ajuda para localizarmos os autores que mataram meu irmão. Eu queria as imagens das câmeras de segurança para ver quantas pessoas eram e quem são essas pessoas”, pede.

Segundo Fábia, Josefa já enfrentava há quase um ano problemas relacionados ao câncer de mama quando recebeu a notícia de que o filho havia sido agredido. Agora, pouco tempo depois da morte de Fabiano, ela deve passar por uma cirurgia para retirada da mama.

“Vai fazer quase um ano que ela vem sofrendo com isso, só que agora está grave. E, no meio desse tratamento, ela teve esse baque, essa perda muito grande na família. Nós queremos justiça, por ele, por ela”, pede a irmã.

A família pede respostas da polícia a respeito das investigações. “ A condição de saúde dificulta, ela não tem condição de ir atrás da polícia para saber as notícias, para saber as apurações do caso, mas queremos uma resposta do Poder Público”, pede Fábia.

Encontrado desacordado após espancamento

Fabiano não vivia em situação de rua. Ele morava com a irmã em uma casa na Comunidade Vitória, próximo à Homex, na região do Centro-Oeste, mas sempre que podia visitava a mãe, que mora na região do Guanandi, onde ele também cresceu e foi criado a vida toda.

“Às vezes ele ficava por ali [Guanandi] tomando uma cerveja. Pode ter acontecido alguma briga, alguma coisa, mas a gente não sabe, é essa resposta que queremos”, disse.

O TopMídiaNews procurou a Polícia Civil para saber como está o andamento da investigação, se suspeitos já foram identificados e se imagens de câmeras de segurança foram obtidas durante as diligências, e aguarda retorno.