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Lei prevê parcerias com farmácias privadas em caso de falta de remédios em Campo Grande
Proposta do vereador Maicon Nogueira (PP) foi sancionada e permite que prefeitura avalie alternativas para pacientes do SUS durante desabastecimento na rede municipal
Pacientes que dependem de medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Campo Grande poderão ter uma alternativa em períodos de desabastecimento na rede municipal. A Lei nº 7.686/2026, de autoria do vereador Maicon Nogueira (PP), foi sancionada e permite que a prefeitura avalie parcerias com farmácias privadas para evitar a interrupção de tratamentos.
A medida poderá ser adotada quando a falta do medicamento nos estoques públicos for comprovada. A lei prevê convênios, parcerias e credenciamentos, mas não obriga o município a contratar farmácias nem estabelece que o fornecimento alternativo comece imediatamente.
A prioridade continuará sendo a distribuição de medicamentos pela própria rede pública. O recurso às farmácias privadas deverá ser excepcional e temporário, respeitando as regras do SUS e os programas de assistência farmacêutica já existentes.
Segundo Maicon Nogueira, a proposta busca evitar que pacientes fiquem sem remédios necessários durante o tratamento.
“Quem está fazendo um tratamento não pode simplesmente esperar o medicamento voltar para a prateleira. Dependendo da doença, interromper uma medicação pode comprometer todo o tratamento”, afirmou o vereador.
A legislação também prevê mecanismos de controle e auditoria para acompanhar os medicamentos fornecidos e os recursos públicos eventualmente utilizados. As informações sobre as quantidades dispensadas deverão ser transparentes.
Apesar da sanção, a aplicação da medida depende de avaliação do Poder Executivo e de eventual regulamentação. Até o momento, não foram informados quais medicamentos poderão ser contemplados nem quando as parcerias poderão começar.
A lei está em vigor desde a publicação e estabelece diretrizes para que a prefeitura tenha uma alternativa em situações de falta temporária de remédios na rede municipal.