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Simone detona proposta de 'horas trabalhadas' defendida por Flávio: 'retrocesso' (vídeo)
Ela antevê precarização das relações de trabalho e até leilão entre trabalhadores
A ex-senadora de MS, Simone Tebet (PSB), alertou sobre modalidade de ''pagamento por horas trabalhadas'', ideia defendida pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições. A sul-mato-grossense aponta que a medida é um grande retrocesso.
A parlamentar fez as contas durante entrevista ao ''Dia TV'', considerando que uma pessoa ganhe um salário mínimo e meio por mês. O valor arredondado por ela é de R$ 2,5 mil.
A ex-ministra de Lula disse que, atualmente, no regime em que uma pessoa trabalha 44 horas semanais, a hora do serviço seria de aproximadamente R$ 11,50.
''Se você não trabalhar 44 horas e negociar com seu patrão que quer fazer 30 horas semanais, você acha que ele vai aumentar essa hora trabalhada, ao ponto de igualar às 44h?'', questionou Tebet, que complementou:
''Ele vai falar não: ao invés de R$ 11,50, eu pago 12,50 ou 13. O seu salário quer seria R$ 2,4 mil vai cair para 1.800, 1.700'', estimou Simone. A candidata ao Senado derrotada em SP fez outro apontamento.
''Seu décimo terceiro vai ser proporcional às horas de trabalho, as férias vão ser proporcionais... e se não ganhar um salário inteiro, você não vai recolher para a Previdência e não vai se aposentar'', alertou mais uma vez.
Tebet reflete que a ideia de Flávio é se igualar à realidade dos Estados Unidos, não que tem outros patamares, ao pagar em dólar e pagar, segundo ela, um valor muito superior ao do Brasil. Ela destacou que nos EUA não há segurança trabalhista nenhuma para o cidadão.
A sul-mato-grossense acrescentou que as relações de trabalho serão niveladas por baixo, podendo haver até um ''leilão'' entre funcionários que podem reduzir o valor da hora trabalhada para ficar com uma determinada vaga.