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Moradores protestam por asfalto no São Conrado e cobram presença da prefeita (vídeo)

Manifestantes criticam projeto de pavimentação que, segundo eles, não prioriza os trechos mais afetados do bairro

19/10/2026 às 09:03 | Atualizado 19/10/2026 às 09:20 Dayane Medina
Chris Velasco

Moradores do bairro São Conrado se reuniram na manhã desta segunda-feira (19) para protestar contra o projeto de pavimentação da Prefeitura e cobrar a presença da prefeita Adriane Lopes, no bairro de Campo Grande (MS). A manifestação aconteceu no cruzamento das ruas Pampulha e Internacional, onde a população questionou o planejamento das obras e reivindicou melhorias para a parte baixa do bairro, considerada pelos moradores a região mais prejudicada pela falta de infraestrutura.

Segundo os manifestantes, o projeto não prioriza os trechos que enfrentam os problemas mais graves, principalmente durante os períodos de chuva, quando algumas ruas ficam praticamente intransitáveis devido à lama e ao acúmulo de água. Entre as vias apontadas como prioritárias estão as ruas Major José Pinto, Pampulha, Ouro Preto e Livino Godoi.

Além da falta de pavimentação, os moradores denunciam problemas de esgoto a céu aberto, mau cheiro, descarte de lixo e dificuldades para circular pelo bairro. A situação se agrava em dias de chuva, quando a enxurrada carrega terra e resíduos pelas vias, prejudicando o acesso às residências e ao comércio local.

A organização do protesto também afirmou que a prefeita Adriane Lopes tinha uma agenda confirmada no local nesta segunda-feira, mas não compareceu. Diante da ausência, os manifestantes cobraram que ela visite as ruas mais afetadas para conhecer de perto a realidade enfrentada pela população.

Entre os participantes estava a funcionária pública Adriana da Silva Costa, de 47 anos, que mora no São Conrado há 35 anos. Apesar de viver há 15 anos em uma rua asfaltada, ela fez questão de participar da mobilização em solidariedade aos vizinhos que ainda enfrentam problemas de infraestrutura.

Para Adriana, a pavimentação parcial, da forma como é questionada pelos moradores, acaba deixando parte da comunidade sem as melhorias necessárias.

"Não é porque eu moro no asfalto que eu acho certo asfaltar só um pedaço do bairro. Todo mundo paga imposto. Todo mundo tem direito", afirmou.

A moradora relata que a falta de asfalto em trechos como o da Rua Internacional dificulta a circulação de veículos e pedestres, além de prejudicar o acesso aos estabelecimentos comerciais da região.

A preocupação também ocorre com a durabilidade das obras previstas. Segundo Adriana, a enxurrada que desce pelas ruas de terra pode carregar barro e outros resíduos para os trechos recém-pavimentados, comprometendo as melhorias.

"Vai cair tudo em cima do asfalto. Vai ser um trabalho perdido", alertou.

Moradores querem revisão das prioridades

A principal reivindicação dos manifestantes é que a Prefeitura considere as condições das ruas mais prejudicadas antes de definir a execução da pavimentação. O grupo defende que as intervenções comecem pela parte baixa do São Conrado, onde os problemas de acesso e acúmulo de água são apontados como mais graves.

Os moradores também querem esclarecimentos sobre quais trechos serão efetivamente contemplados e se o projeto prevê medidas de drenagem capazes de evitar que a enxurrada continue transportando terra das ruas sem asfalto para as áreas pavimentadas.