Saúde

há 1 hora

Mãe atípica denuncia falta de estrutura pediátrica da UBS Moreninhas: 'não tem acolhimento' (vídeo)

Durante internação da filha, de 8 anos, Camila Duarte Montenegro encontrou cadeiras danificadas e falta de climatização

21/10/2026 às 07:00 | Atualizado 21/10/2026 às 08:30 Brenda Souza
Repórter Top

A falta de estrutura na pediatria da UBS Moreninhas, em Campo Grande, levou a mãe atípica Camila Duarte Montenegro a denunciar as condições do atendimento oferecido às crianças. Em vídeo gravado durante o tratamento da filha, de 8 anos, ela mostra cadeiras danificadas e reclama da falta de climatização no ambiente.

Segundo Camila, a menina precisou comparecer à unidade para receber medicação na veia após ser diagnosticada com pneumonia e uma infecção. A menina, que tem autismo severo e epilepsia focal, recebeu ceftriaxona durante sete dias, entre 7 e 13 de outubro.

Nas imagens, a mãe mostra as condições da área pediátrica e conta que levou uma almofada para tentar deixar a filha mais confortável. Ela também relata que precisou improvisar um apoio para a criança e reclama de uma cadeira com parte da estrutura danificada.

“Os profissionais da saúde estudam bastante sobre acolhimento e atendimento humanizado, mas que atendimento humanizado é esse?”, questiona Camila no vídeo.

A mãe afirma ainda que os aparelhos de ar-condicionado não funcionavam adequadamente e que a situação se repetiu durante os dias em que precisou levar a filha à unidade. Ela também demonstra preocupação com crianças que chegam ao local com doenças respiratórias e outras condições que exigem cuidados.

Camila conta que reclamou das condições a técnicos de enfermagem e a uma enfermeira, mas diz que não recebeu resposta.

Moradora da região das Moreninhas, a mãe relata que frequenta a UBS com a filha com certa frequência, principalmente quando mudanças no tempo agravam o quadro de saúde da menina. Segundo ela, a estrutura precária não é uma situação recente.

“É com muita tristeza que a gente vive uma negligência na saúde pública”, afirma.

Apesar das dificuldades relatadas durante o tratamento, Camila informou que a criança está bem após concluir o uso do antibiótico.

Diante da denúncia, a reportagem procurou a prefeitura para falar sobre o assunto, mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

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