há 2 horas
Vereadores criticam mobilização da prefeita contra CPI do Tapa-Buracos (vídeo)
Maicon Nogueira (PP) e Ana Portela (PL) criticaram mobilização de servidores contra CPI do tapa-buraco; sessão foi encerrada após tumulto e secretário de Obras não prestou esclarecimentos
O vereador Maicon Nogueira (PP) criticou a mobilização de manifestantes contrários à abertura da CPI do tapa-buraco na Câmara Municipal de Campo Grande e acusou a prefeita Adriane Lopes (PP) de evitar o diálogo com o Legislativo. A confusão ocorreu durante uma sessão em que os parlamentares tentariam ouvir o secretário municipal de Obras, André Luiz de Araújo, conhecido como Andrezão.
Segundo Maicon, mais de 100 servidores foram enviados à Câmara para protestar contra a investigação sobre os contratos de tapa-buracos na Capital. Para o vereador, a mobilização demonstra que a prefeita teme o avanço da comissão parlamentar de inquérito.
O parlamentar também criticou a postura do Executivo e defendeu que a CPI seja instaurada. “É o maior gesto de que ela tem medo dessa CPI. Esse é o maior gesto de indisposição com essa Casa”, afirmou.
Maicon ainda acusou a gestão municipal de não buscar diálogo com os vereadores e disse que a manifestação inviabilizou a tentativa de obter explicações do secretário de Obras. Ele defendeu que o presidente da Câmara, Papy, dê andamento à instalação da comissão.
A vereadora Ana Portela (PL) também criticou o episódio e classificou a situação como falta de respeito com a população. Segundo ela, a mobilização do Executivo tumultuou a sessão e impediu que os parlamentares obtivessem as informações esperadas sobre as obras e os serviços de tapa-buracos.
“Infelizmente, a sessão teve que ser encerrada e a população hoje não vai sair daqui com as informações necessárias”, afirmou.
Para Ana, o episódio demonstra que a Prefeitura está agindo contra os interesses dos moradores de Campo Grande ao impedir os esclarecimentos cobrados pelos vereadores.
A sessão foi encerrada após o tumulto provocado por manifestantes que apoiavam a Prefeitura. Com isso, o secretário de Obras não chegou a prestar os esclarecimentos previstos aos parlamentares.
A CPI do tapa-buraco é defendida por vereadores que cobram transparência nos contratos e na execução dos serviços de manutenção viária da Capital.