Política

há 2 horas

Vereadores criticam mobilização da prefeita contra CPI do Tapa-Buracos (vídeo)

Maicon Nogueira (PP) e Ana Portela (PL) criticaram mobilização de servidores contra CPI do tapa-buraco; sessão foi encerrada após tumulto e secretário de Obras não prestou esclarecimentos

20/10/2026 às 10:54 | Atualizado 20/10/2026 às 11:41 Brenda Souza
Manifestante foi retirado a força - Pedro Roque

O vereador Maicon Nogueira (PP) criticou a mobilização de manifestantes contrários à abertura da CPI do tapa-buraco na Câmara Municipal de Campo Grande e acusou a prefeita Adriane Lopes (PP) de evitar o diálogo com o Legislativo. A confusão ocorreu durante uma sessão em que os parlamentares tentariam ouvir o secretário municipal de Obras, André Luiz de Araújo, conhecido como Andrezão.

Segundo Maicon, mais de 100 servidores foram enviados à Câmara para protestar contra a investigação sobre os contratos de tapa-buracos na Capital. Para o vereador, a mobilização demonstra que a prefeita teme o avanço da comissão parlamentar de inquérito.

O parlamentar também criticou a postura do Executivo e defendeu que a CPI seja instaurada. “É o maior gesto de que ela tem medo dessa CPI. Esse é o maior gesto de indisposição com essa Casa”, afirmou.

Maicon ainda acusou a gestão municipal de não buscar diálogo com os vereadores e disse que a manifestação inviabilizou a tentativa de obter explicações do secretário de Obras. Ele defendeu que o presidente da Câmara, Papy, dê andamento à instalação da comissão.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A vereadora Ana Portela (PL) também criticou o episódio e classificou a situação como falta de respeito com a população. Segundo ela, a mobilização do Executivo tumultuou a sessão e impediu que os parlamentares obtivessem as informações esperadas sobre as obras e os serviços de tapa-buracos.

“Infelizmente, a sessão teve que ser encerrada e a população hoje não vai sair daqui com as informações necessárias”, afirmou.

Para Ana, o episódio demonstra que a Prefeitura está agindo contra os interesses dos moradores de Campo Grande ao impedir os esclarecimentos cobrados pelos vereadores.

A sessão foi encerrada após o tumulto provocado por manifestantes que apoiavam a Prefeitura. Com isso, o secretário de Obras não chegou a prestar os esclarecimentos previstos aos parlamentares.

A CPI do tapa-buraco é defendida por vereadores que cobram transparência nos contratos e na execução dos serviços de manutenção viária da Capital.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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