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Papy repudia servidor e diz que tumulto foi ato político: 'fico envergonhado' (vídeo)
Sessão teria explicações do secretário de Infraestrutura da cidade, André de Moura Brandão
Presidente da Câmara Municipal, vereador Papy (PSDB), classificou como inadmissível a postura de servidor público que gerou tumulto, na sessão desta terça-feira (20), em Campo Grande. O encontro seria para ouvir o secretário da Sisep, André de Moura Brandão.
''É inadmissível que um servidor comissionado do Executivo Municipal venha na nossa Casa nos desrespeitar'', lamentou o presidente.
Além da sessão ordinária, o secretário André Brandão seria ouvido pelos vereadores, inclusive por meio de convocação. É ele o responsável pela condução da secretaria que gere a pavimentação e obras públicas da cidade.
''Estou consternado e envergonhado pelo comportamento dessa pessoa. Nitidamente isso aqui é um ato político. É um desrespeito às pessoas de Campo Grande, que não conseguem mais viver com rua esburacada'', desabafou o chefe do Legislativo.
Papy destacou também que o dia era a oportunidade de o secretário explicar ao contribuinte o que está acontecendo.
O caso
Um manifestante, que acompanhava a sessão da Câmara dos Vereadores de Campo Grande nesta terça-feira (20), precisou ser retirado à força pelas equipes da CGM (Guarda Civil Metropolitana) de dentro do plenário.
Conforme as informações iniciais, um morador estava com uma maquete mostrando uma rua com vários buracos. Acontece que apoiadores da gestão atual tomaram o trabalho das mãos do campo-grandense e quebraram o material, dando início a uma confusão generalizada.
O suspeito de quebrar a maquete se recusou a sair do plenário, apesar das ordens do presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB), e a GCM foi acionada.
Nos bastidores, há uma denúncia de que moradores de bairros carentes teriam recebido cestas básicas em troca de irem até o local prestar apoio à gestão municipal, suposição não confirmada pela reportagem.