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Amigo lembra do mecânico morto a tiros como referência e coração enorme no São Jorge da Lagoa

Aristóteles Onassis Tufaile foi morto por vizinho

21/10/2026 às 13:00 | Atualizado 21/10/2026 às 11:11 Sarai Brauna e Méri Oliveira
Alice Assis

A morte do mecânico Aristóteles Onassis Tufaile, assassinado a tiros na noite de terça-feira (20), deixou amigos e pessoas próximas abalados em Campo Grande. Conhecido pelo trabalho com reparação de veículos, ele foi lembrado por um amigo de longa data como uma pessoa generosa, dedicada à família e sempre disposta a ajudar.

Em conversa com a reportagem, um morador da região, que afirma conhecer Aristóteles há cerca de 15 anos, destacou a relação construída ao longo do tempo e a importância do mecânico para quem convivia com ele. “Um cara de coração enorme”, resumiu o amigo ao falar sobre Aristóteles.

O amigo também contou que conheceu de perto o trabalho do mecânico. Segundo ele, depois que seu carro foi atingido por um incêndio, Aristóteles se comprometeu a recuperar o veículo. O amigo recordou o episódio como um exemplo da disposição do profissional.

Aristóteles trabalhava em uma oficina na Vila São Jorge da Lagoa, região onde também ficava sua residência. O filho, de 24 anos, trabalhava com ele e aprendia a fazer reparos junto com o pai, conforme o relato do amigo.

O caso

Aristóteles foi morto na noite de terça-feira (20), na Rua Pará, na Vila São Jorge da Lagoa. Conforme informações do registro policial, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender a uma ocorrência de disparos de arma de fogo.

No local, os policiais encontraram o mecânico morto. O filho dele também foi baleado, socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado à Santa Casa. Segundo informações repassadas à reportagem, ele estaria em coma induzido.

Manoel Paulo Cardoso, apontado como suspeito do crime, foi localizado e preso pela Força Tática depois de fugir do local e se envolver em um acidente de trânsito na Rua Marechal Floriano.

Segundo o registro policial, ele confessou ter efetuado os disparos e alegou que o conflito teria começado depois de desentendimentos entre vizinhos. O suspeito afirmou ainda que teria sido ofendido e atingido por pedras e pedaços de madeira arremessados pelas vítimas.

Um revólver calibre .38, com cinco munições deflagradas, foi encontrado no veículo e apreendido.